Futebol

Laporte critica suposta impunidade da Argentina e cobra arbitragem na final

ResumoO zagueiro Aymeric Laporte, da Espanha, criticou a suposta impunidade da Argentina na Copa do Mundo e cobrou maior rigor do árbitro Slavko Vincic na final. Laporte citou ações não punidas em jogos anteriores da seleção rival, pedindo arbitragem mais justa para o confronto decisivo.

O zagueiro Aymeric Laporte, da Espanha, afirmou que a Argentina tem sido beneficiada pela arbitragem na Copa do Mundo e pediu mais rigor ao juiz Slavko Vincic na final deste domingo. O jogador citou ações que deixaram passar em jogos anteriores da seleção rival.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 20 de julho de 2026
Laporte critica suposta impunidade da Argentina e cobra arbitragem na final

Laporte vê Argentina impune na Copa e pede rigor a árbitro na final: "Vimos ações que deixaram passar"

A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, neste domingo às 16h (de Brasília), tem um ingrediente extra de polêmica fora das quatro linhas. O zagueiro espanhol Aymeric Laporte, peça-chave da defesa que sofreu apenas um gol em todo o torneio, usou a véspera da decisão para cobrar maior rigor do árbitro esloveno Slavko Vincic. Laporte afirmou que a Argentina se beneficiou de suposta impunidade em jogos anteriores da competição e que "ações que deixaram passar" não podem se repetir na final.

"Não me preocupo nem um pouco com a agressividade no futebol. Se for tolerável e o árbitro fizer o seu trabalho, não tenho problema nenhum. É verdade que em jogos recentes vimos coisas que nos surpreenderam bastante, ações que deixaram passar. Principalmente com a Argentina, uma equipe que deixa muitos recados. Isso não deveria ser permitido no futebol, especialmente em uma final de Copa do Mundo", declarou o defensor.

A declaração que acendeu o alerta

Laporte não poupou palavras ao comentar o estilo de jogo da Argentina. Para o zagueiro, a seleção sul-americana tem uma característica agressiva que, em outras partidas do Mundial, não foi devidamente controlada pela arbitragem. O jogador citou que "vimos coisas que nos surpreenderam bastante" e que a Argentina "deixa muitos recados" dentro de campo, uma referência a lances que, na avaliação do espanhol, deveriam ter sido punidos com mais rigor.

A declaração ocorre às vésperas da decisão, aumentando a pressão sobre Slavko Vincic, árbitro esloveno escolhido pela Fifa para apitar o confronto. Laporte deixou claro que não teme a intensidade do jogo, mas sim a falta de controle por parte do juiz.

O contexto defensivo da Espanha

A chegada da Espanha à final foi marcada por uma defesa sólida. Comandada por Laporte, a seleção europeia sofreu apenas um gol em toda a Copa do Mundo, um feito que coloca o sistema defensivo como um dos grandes diferenciais para a decisão. O zagueiro, que atua no futebol europeu, sabe que enfrentará um ataque liderado por Lionel Messi, e a estratégia passa por manter a mesma compactação que funcionou até aqui.

"Estamos preparados para encarar o jogo agressivo dos sul-americanos", afirmou Laporte, reconhecendo que a Argentina tem uma forma de jogar que exige atenção redobrada. A fala do defensor, no entanto, foi além da tática: ela mirou diretamente a arbitragem.

A pressão sobre Slavko Vincic

Slavko Vincic, árbitro esloveno de 44 anos, apitará a final. Laporte pediu que ele "controle a intensidade do confronto", algo que, segundo o jogador, outros juízes não fizeram em jogos anteriores da Argentina nesta Copa. A declaração sugere que a Espanha espera um jogo fisicamente intenso e que a arbitragem seja o fiel da balança.

Vincic tem experiência em jogos grandes na Europa, mas uma final de Copa do Mundo impõe um nível de escrutínio diferente. A cobrança pública de Laporte pode ser lida como uma tentativa de influenciar a postura do juiz, mas também reflete uma preocupação real com a forma como a partida será conduzida.

Argentina: a equipe que "deixa recados"

Laporte usou a expressão "uma equipe que deixa muitos recados" para descrever a Argentina. Na prática, o zagueiro se refere a lances de maior contato físico, simulações e discussões com a arbitragem que, na visão dele, passaram batidos em jogos anteriores. O espanhol não citou lances específicos, mas a mensagem é clara: a Argentina, segundo ele, tem se beneficiado de uma arbitragem mais permissiva.

A declaração gerou reações imediatas nas redes sociais e na imprensa internacional. Enquanto torcedores espanhóis apoiam a cobrança, argentinos veem a fala como uma tentativa de pressionar o árbitro antes do jogo.

O que está em jogo na final

Além do título, a final coloca em confronto dois estilos de futebol. A Espanha aposta na posse de bola e na solidez defensiva; a Argentina, na intensidade e no talento individual de Messi. Laporte, ao pedir rigor ao árbitro, tenta garantir que o jogo seja decidido dentro das regras, sem que a parte física se sobreponha à técnica.

"Se for tolerável e o árbitro fizer o seu trabalho, não tenho problema nenhum", disse Laporte. A frase resume a postura espanhola: não temer a agressividade, mas exigir que ela seja controlada.

A resposta da arbitragem

A Fifa ainda não se manifestou sobre as declarações de Laporte. Cabe a Slavko Vincic, em campo, mostrar se a arbitragem será mais ou menos rigorosa. O histórico do esloveno em competições europeias indica que ele não hesita em mostrar cartões quando necessário, mas uma final de Copa do Mundo tem suas próprias dinâmicas.

Laporte, ao falar publicamente, pode ter acendido um sinal de alerta que o árbitro levará em consideração. Ou, ao contrário, pode ter criado uma pressão que jogue contra a Espanha.

Próximos passos para o torcedor

Quem acompanha a final deve ficar atento a dois pontos: a postura de Vincic nos primeiros minutos e a reação dos jogadores argentinos a lances mais ríspidos. Se o árbitro mostrar rigor desde o início, a estratégia de Laporte terá funcionado. Se deixar passar, a polêmica pode se repetir.

Perguntas Frequentes

Laporte realmente disse que a Argentina foi impune na Copa?

Sim. O zagueiro afirmou que a Argentina teve ações que "deixaram passar" em jogos anteriores e pediu que o árbitro Slavko Vincic controle a intensidade na final.

Quem é o árbitro da final da Copa do Mundo?

O esloveno Slavko Vincic foi o escolhido pela Fifa para apitar a decisão entre Espanha e Argentina.

Quantos gols a Espanha sofreu na Copa do Mundo?

A Espanha sofreu apenas um gol em toda a competição, um dos melhores desempenhos defensivos do torneio.

Quando é a final da Copa do Mundo?

A final acontece neste domingo, às 16h (de Brasília), entre Espanha e Argentina.

O que Laporte disse sobre a agressividade da Argentina?

Laporte disse que não teme a agressividade, desde que o árbitro faça o trabalho dele e controle o jogo. Ele afirmou que a Argentina "deixa muitos recados" dentro de campo.

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