Armas do Estudiantes contra o Corinthians: análise argentina
Corinthians enfrenta o Estudiantes nesta quarta pela Libertadores. Jornalista argentino Agustín Zabaleta aponta as principais armas do time de La Plata, como Guido Carrillo e a força em jogos eliminatórios.
O Corinthians abre nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), o confronto com o Estudiantes pelas quartas de final da Copa Libertadores. A partida de ida será no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina. Para apresentar o adversário, a Gazeta Esportiva conversou com o jornalista argentino Agustín Zabaleta, que acompanha o clube de La Plata e listou os principais jogadores e as armas do time para o duelo.
O momento do Estudiantes no campeonato nacional está longe de ser dos melhores. A equipe foi eliminada pelo Racing nas oitavas do Torneio Apertura e, no Clausura, acumula mais derrotas do que vitórias, ocupando a 13ª colocação do Grupo A. Essa irregularidade faz com que a Libertadores tenha peso ainda maior para o clube. Segundo Zabaleta, o time concentra as energias na competição continental e se comporta de forma diferente em jogos eliminatórios.
"Embora o Estudiantes apresente um desempenho muito irregular no Torneio Clausura, a equipe está nas quartas de final tanto da Copa Argentina quanto da Copa Libertadores. O time demonstra uma energia diferente nessas competições, revelando duas faces distintas: uma no torneio local e outra no internacional", disse o jornalista à Gazeta Esportiva.
A diferença fica evidente nos resultados. Na fase anterior, o Estudiantes eliminou a Universidad Católica-CHI com uma vitória por 3 a 0 no Chile. Para Zabaleta, o placar mostra a capacidade da equipe de crescer em partidas de maior peso.
O clube também passou por mudança no comando. Eduardo Domínguez deixou o time e acertou com o Atlético-MG. Alexander "Cacique" Medina, ex-Internacional, assumiu a função. A diretoria, liderada pelo ex-jogador Juan Sebastián Verón, traçou meta ambiciosa: ficar entre os quatro melhores da América, como em 2009, quando o clube foi campeão continental. A Libertadores também importa para a classificação ao Mundial de Clubes de 2029.
Entre os jogadores que o Corinthians precisa observar, o primeiro nome é Guido Carrillo. O camisa 9 é a principal referência ofensiva e artilheiro da equipe na atual edição da Libertadores. Outro destaque é Joaquín Correa, que chegou após passagem pelo Botafogo e, segundo Zabaleta, evoluiu no futebol argentino. No gol, Fernando Muslera, uruguaio de longa trajetória pela seleção, é citado como peça-chave, apesar das críticas recebidas na Copa do Mundo.
Na defesa, Tomás Palacios, de 23 anos, desperta interesse de clubes da Europa, da Argentina e do México. Quem não poderá enfrentar o Corinthians é Tiago Palacios, atacante lesionado, um dos artilheiros do time na temporada, com oito gols. No meio, Ezequiel Piovi, camisa 5, se destaca pela recuperação de bola e desarmes.
O Corinthians chega pressionado, com quatro derrotas seguidas no Brasileirão, a última de virada para a Chapecoense, em casa. A volta está marcada para 16 de setembro, às 21h30, na Neo Química Arena. Quem passar enfrentará Flamengo ou Independiente del Valle nas semifinais.