# Haka no Pacaembu: entenda a tradição neozelandesa no rugby

> O Haka no Pacaembu é uma tradição neozelandesa de origem maori, executada antes de partidas de rugby como o amistoso entre Brasil e Classics New Zealand. O ritual Ka Mate, criado pelo chefe Te Rauparaha, representa desafio, honra e união, sendo uma forma de intimidar adversários e celebrar a identidade cultural neozelandesa.

*Justiça Desportiva · Futebol · 04 de setembro de 2026 · Nayara Pilatti Rondon*

O haka antecedeu o amistoso entre Brasil e Classics New Zealand no Pacaembu. Entenda a origem maori, o Ka Mate e o significado do ritual para os neozelandeses.

O haka foi um dos momentos mais aguardados pelo público no Estádio do Pacaembu. A dança de origem maori antecedeu o amistoso entre a Seleção Brasileira e o Classics New Zealand, equipe formada por ídolos neozelandeses, no último sábado.

O ritual é uma tradição marcada por movimentos vigorosos, batidas fortes dos pés, gritos ritmados e expressões faciais intensas. Historicamente, era executado pelos guerreiros maoris antes do combate, para intimidar o adversário e unir o próprio grupo. Com o tempo, virou símbolo da identidade neozelandesa e foi incorporado ao rugby pelos All Blacks.

O Ka Mate, executado no Pacaembu, é a variação mais famosa. Foi composto na década de 1820 pelo chefe Te Rauparaha, da tribo Ngati Toa. A letra remonta a uma perseguição: escondido, Te Rauparaha murmurava "Ka mate! Ka mate!" ("Eu morro! Eu morro!") e, ao enganar os inimigos, sussurrava "Ka ora! Ka ora!" ("Eu vivo! Eu vivo!").

Para Hosea Gear, campeão mundial em 2011, o haka carrega peso histórico. "É algo único e especial para a Nova Zelândia e poder executá-lo aqui no Brasil, contra o Brasil, é especial para nós", afirmou. Já Hoani Matenga reforçou o simbolismo: "É um sinal de respeito. É lançar o desafio para o adversário".

O amistoso teve um capítulo inédito: João Luiz "Ige", recordista em partidas pela Seleção Brasileira (72), foi convidado para integrar os Classics. Contra ele, o próprio filho, Francisco das Ros, capitão da seleção juvenil e estreante pelo Brasil. "Fazer o haka era algo que eu jamais imaginei viver", disse Ige.

A seleção masculina do Brasil nunca disputou um Mundial, ao contrário das Yaras, que jogaram a primeira Copa em 2025. O amistoso, apesar do placar de 62 a 35 para os neozelandeses, simbolizou um marco para o rugby nacional. Para Ige, a sensação foi de vitória: "Foi um sonho viver isso". história dos All Blacks no rugby mundial

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