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Hugo Moura: do gol sobre o Flamengo à fase artilheira na Arábia

ResumoHugo Moura, volante de 28 anos, marcou quatro gols em sete partidas pelo Al-Fayha, metade dos oito gols que somou em 282 jogos na carreira anterior. O atleta atribui a fase artilheira na Arábia Saudita aos chutes de fora da área que treinava desde os tempos de Vasco.

Volante de 28 anos, Hugo Moura somava oito gols em 282 partidas até chegar ao Al-Fayha. Em sete jogos na Arábia Saudita, marcou a metade disso. Ele atribui a fase aos chutes de fora da área que treinava desde o Vasco.

Nayara Pilatti Rondon
por Nayara Pilatti Rondon · 11 de setembro de 2026
Hugo Moura: do gol sobre o Flamengo à fase artilheira na Arábia

O volante Hugo Moura, de 28 anos e profissional desde 2018, somava oito gols em 282 partidas antes de desembarcar no Al-Fayha, da Arábia Saudita, em meados de julho. Bastaram sete jogos para marcar a metade do que havia feito em toda a carreira: quatro gols. Dois deles saíram de fora da área, um com cada pé.

O que explica a fase? O próprio jogador respondeu em entrevista ao ge. "Eu vinha trabalhando no Vasco esses chutes de fora da área, mas não saía muito nos jogos. E aqui também eu venho treinando bastante e creio que estão saindo agora esses gols de fora da área", disse. "É fruto do que eu venho trabalhando a cada dia para tentar evoluir e tentar aprimorar também esses chutes."

A explicação dele desloca o debate do acaso para a repetição. Não se trata de um volante que descobriu o gol aos 28 anos, mas de um atleta que manteve o treinamento de finalização mesmo quando ele não aparecia em jogo. O gol sobre o Flamengo, ainda no período de Vasco, funciona como marco dessa rotina. A diferença é que agora, no Campeonato Saudita, a finalização encontra espaço para sair.

O que mudou no Al-Fayha

O número de partidas e gols é pequeno para conclusões definitivas, e o próprio Hugo Moura evita tratar a fase como ponto final. A primeira experiência internacional dele começou há cerca de dois meses. Em sete jogos, quatro gols, com dois chutes de fora da área convertidos. A amostra é curta, mas o padrão de finalização chama atenção para um volante que, no Brasil, tinha média de um gol a cada 35 partidas.

Do outro lado, o contexto do Campeonato Saudita também pesa. A liga reúne elencos reformulados e ritmo de jogo diferente do calendário brasileiro, o que costuma alterar a leitura de desempenho de quem chega. O próprio atleta trata a adaptação como processo, não como resultado.

A fala dele também revela algo sobre a formação de jogadores no Brasil. Chutes de fora da área costumam ser treinados por volantes, mas raramente convertidos em jogos oficiais. O caso de Hugo Moura sugere que o trabalho existe, mas a oportunidade de execução é que varia. finalização de volantes no futebol brasileiro

O que o atleta ainda tem pela frente

O Al-Fayha segue no Campeonato Saudita, e Hugo Moura tem contrato em andamento no clube. A continuidade da fase depende da manutenção da rotina de treinos que ele mesmo descreve. Não há, na entrevista, meta de gols ou prazo definido pelo jogador. A referência que ele oferece é o processo: aprimorar os chutes e ver o que sai em jogo. adaptação de brasileiros no futebol árabe

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