Gabi defende Tifanny na Superliga e critica CBV: "Falta de humanidade"
Na reta final da recuperação de um problema na região lombar, que a deixou fora da Liga das Nações (VNL) de 2026, Gabi Guimarães está focada nos treinos para o Pré-Olímpico Feminino, com início marcado para esta terça-feira (8), no Maracanãzinho. Mas a capitã da seleção também se mostra atenta a assuntos que extrapolam os limites das quadras.
Em entrevista ao ge, depois de treino aberto do Brasil na segunda (7), a ponteira de 32 anos prestou apoio a Tifanny, oposta do Osasco, e criticou a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) pela decisão de banir atletas trans de competições nacionais.
- Fiquei muito triste por ver a falta de humanidade em como a Tifanny foi tratada. Ela era uma atleta elegível pela própria Confederação Brasileira, podia jogar, participar da Superliga já há oito, nove anos. Construiu uma carreira, uma história, e eu acho que pouco pensaram nela como ser humano.
A declaração de Gabi ocorre em um momento de tensão no voleibol nacional, com a CBV tendo anunciado a proibição da participação de atletas trans em suas competições. A decisão, que atinge diretamente Tifanny, que atuava na Superliga há quase uma década, gerou reação da capitã da seleção, que questiona os critérios e o tratamento dado à atleta.
Gabi, que se recupera de lesão e se prepara para o Pré-Olímpico, usou o espaço de uma entrevista coletiva para ir além do aspecto esportivo. Ela destacou que Tifanny era elegível pela própria CBV e que a atleta construiu uma carreira e uma história no esporte, o que torna a decisão ainda mais dura. "Pouco pensaram nela como ser humano", completou.
O caso deve seguir repercutindo nos próximos dias, especialmente com a proximidade do início do Pré-Olímpico Feminino, quando a seleção brasileira entra em quadra no Maracanãzinho. pré-olímpico feminino de vôlei
A oposta do Osasco, por ora, não se manifestou publicamente sobre a decisão da CBV. Resta saber se a federação revisará a medida diante da pressão de atletas e da opinião pública. CBV e atletas trans