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Ex-Santos, Vojvoda vive crise no comando do Racing

O Racing, da Argentina, perdeu por 2 a 1 para o Huracán neste domingo, pelo Campeonato Argentino, e amargou o terceiro revés consecutivo na temporada. O resultado deixou o técnico Juan Pablo Vojvoda, ex-Santos, em situação delicada no comando do clube.

O treinador está pressionado no cargo. Após a partida, deu fortes declarações sobre o momento. "A questão de eu continuar ou não é lógica, eu entendo. É um momento difícil para o clube, para mim e para os jogadores. Podemos continuar tentando, continuar buscando as soluções que ainda não encontramos. Não me sinto sobrecarregado. Não estou falando de prazos, mas há muita gente esperando por isso. Muitos estão esperando por isso como nunca antes. Há gritos de fora, mas vocês querem que eu peça demissão? Que abandone meus jogadores? Não me sinto assim. Sinto muitas críticas, mas também tenho apoio", disse.

A campanha do Racing no Clausura 2026 explica a pressão. O time venceu apenas uma partida, na estreia, contra o Gimnasia. Desde então, em oito rodadas, são seis derrotas e dois empates. O clube ocupa a lanterna do Grupo B, com apenas cinco pontos.

"Isso me dói, mas precisa cicatrizar. A ferida está aberta e sangrando; precisamos estancar essa situação. Confio nos meus jogadores. É difícil vestir a camisa do Racing e entrar em campo. Estamos em uma situação extrema, na qual precisamos de caráter e força para superar isso", finalizou Vojvoda.

Anunciado em junho, Juan Pablo Vojvoda soma 11 partidas no Racing, com três vitórias, dois empates e seis derrotas, além de 13 gols marcados e 16 sofridos. O desempenho contrasta com a trajetória anterior do treinador, que assumiu o Santos na reta final da última temporada. Em cerca de cinco meses, comandou o time em 32 jogos, evitou o rebaixamento para a Série B em 2025, mas acabou demitido após um início irregular neste ano. Ele se despediu com 10 vitórias, 13 empates e 10 derrotas, totalizando 43,4% de aproveitamento.

Considerado por muitos o maior técnico da história do Fortaleza, Vojvoda deixou o clube em julho de 2025 após uma sequência negativa. Durante sua passagem de mais de quatro anos, acumulou 309 partidas, com 144 vitórias, 77 empates trajetória de Vojvoda no Fortaleza.

O risco contratual a observar é o custo de uma eventual rescisão antecipada. Contratos de treinadores costumam prever cláusula compensatória, que obriga o clube a pagar o restante do vínculo em caso de demissão sem justa causa. Se o Racing optar pela saída, o valor pode pesar no orçamento. Se Vojvoda resistir, a pressão segue até que os resultados apareçam.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
Advogado de contratos esportivos
Negocia e litiga contratos de atletas; explica multas, vínculos e direitos de imagem.
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