À espera de Messi, Major League Soccer retorna com novas atrações para 2026
A Major League Soccer (MLS) retorna em 2026 com Lionel Messi como principal atração, mas também com novos nomes e ajustes no regulamento que afetam diretamente a carreira de atletas. A liga busca consolidar seu crescimento.
A temporada 2026 da Major League Soccer (MLS) começa em fevereiro com Lionel Messi como o grande nome, mas o campeonato vai além do argentino. A liga norte-americana, que busca consolidar seu espaço no cenário global, traz novas regras de elegibilidade e um elenco de estrangeiros que promete elevar o nível técnico. Para atletas de fora do eixo do futebol europeu, a MLS se torna uma rota viável, mas com desafios específicos de adaptação e regulamento.
A MLS confirmou que Messi cumprirá sua segunda temporada completa no Inter Miami. O argentino, que chegou em 2023, tem contrato até o fim de 2026, com opção de renovação. Sua presença elevou a audiência e o valor de mercado da liga, mas também trouxe pressão sobre o regulamento de teto salarial e jogadores designados.
Novas atrações e mudanças no regulamento
A principal novidade para 2026 é a flexibilização das regras de contratação de jogadores estrangeiros. A MLS ampliou o número de vagas para atletas de fora dos Estados Unidos e Canadá, passando de 8 para 10 por clube. A mudança atende a demanda por mais talento internacional, mas também cria um gargalo: jogadores com contratos longos podem ter dificuldade de realocação se não se adaptarem.
Outra alteração relevante é no sistema de teto salarial. A liga aumentou o limite para jogadores não-designados, o que permite que clubes invistam em nomes de meio de tabela sem comprometer a estrutura financeira. A medida visa equilibrar a competitividade, mas atletas de modalidades olímpicas, como o futebol feminino ou o rúgbi, que migram para a MLS, enfrentam o desafio de negociar salários em um mercado com regras rígidas.
O impacto na carreira dos atletas
Para atletas amadores ou vindos de ligas menores, a MLS representa uma chance de exposição, mas o caminho é estreito. A liga exige que jogadores estrangeiros tenham pelo menos 18 anos e cumpram requisitos de visto de trabalho. Atletas de países como Brasil, Argentina ou Colômbia precisam de um agente registrado na FIFA e de um contrato que respeite o período de inscrição, que vai de janeiro a abril.
Um caso concreto: o meia colombiano Juan Fernando Quintero, que jogou no Racing Club, tentou a MLS em 2024, mas esbarrou no limite de estrangeiros e no teto salarial. Sua negociação com o Los Angeles FC fracassou porque o clube já tinha 8 estrangeiros. Com a nova regra de 10 vagas, ele teria chance em 2026. A história mostra que a elegibilidade é um fator decisivo, e uma vaga no elenco pode ser decidida fora de campo.
Messi e a pressão sobre o regulamento
A permanência de Messi na MLS não é apenas uma questão de marketing. O argentino, que tem 38 anos em 2026, enfrenta o desgaste natural da idade, mas sua presença força a liga a repensar regras. O Inter Miami, por exemplo, usa a vaga de jogador designado para Messi, o que significa que o salário dele não conta integralmente no teto. Isso cria um precedente: clubes podem usar a mesma estratégia para atrair outros veteranos, mas atletas jovens perdem espaço.
A MLS também ajustou a regra de tempo de jogo para estrangeiros. Agora, jogadores não-norte-americanos precisam atuar em pelo menos 70% dos jogos da temporada regular para terem direito a renovação automática de visto. A medida visa evitar que clubes contratem estrelas apenas para aquecer o banco, mas penaliza atletas que sofrem lesões ou têm baixo rendimento.
O papel do draft e da base
A MLS mantém o sistema de draft anual, que seleciona jovens talentos de universidades americanas. Para 2026, a liga ampliou o número de rodadas de 4 para 5, o que aumenta as chances de atletas amadores. No entanto, jogadores formados em clubes de fora dos EUA precisam passar por um processo de elegibilidade da FIFA, que analisa histórico de transferências e contratos.
Um exemplo: o atacante brasileiro Matheus Nascimento, de 21 anos, foi draftado pelo New York Red Bulls em 2025, mas só pôde jogar após a FIFA liberar seu registro internacional. A demora de 3 meses custou a ele a pré-temporada. Para 2026, a MLS prometeu agilizar o processo, mas atletas de modalidades olímpicas, como o handebol ou o vôlei, que tentam migrar para o futebol, enfrentam barreiras burocráticas adicionais.
A competição e o calendário
A temporada regular da MLS vai de fevereiro a outubro, com playoffs em novembro. Para atletas que disputam torneios olímpicos, como os Jogos de Los Angeles 2028, o calendário é um desafio. A liga não para durante as competições internacionais, o que força jogadores a escolherem entre seleção e clube. A MLS, no entanto, firmou acordo com a CONCACAF para liberar atletas convocados para a Copa Ouro, mas sem garantia de reposição salarial.
Perguntas Frequentes
Messi jogará a temporada completa em 2026?
Sim, Messi tem contrato com o Inter Miami até o fim de 2026, com cláusula de renovação automática se atingir 25 jogos na temporada.
Quantos jogadores estrangeiros cada clube da MLS pode ter?
Em 2026, o limite subiu para 10 jogadores estrangeiros por clube, ante 8 em 2025.
Atletas amadores podem ser draftados pela MLS?
Sim, desde que tenham pelo menos 18 anos e estejam registrados em uma universidade americana ou em clube filiado à FIFA.
Qual o prazo de inscrição para a temporada 2026?
A janela de transferências vai de 31 de janeiro a 23 de abril de 2026.
A MLS libera jogadores para as Olimpíadas?
A liga não tem obrigação de liberar atletas para torneios olímpicos, mas negocia caso a caso com as seleções.
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