Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa
Após 16 anos, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. A vitória consolidou a Fúria como bicampeã, quebrou recordes de invencibilidade e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas.
Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa
Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Neste domingo (19), em Nova Jersey, a Fúria venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato mundial, repetindo o feito de 2010.
A resposta direta: a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), em Nova Jersey, e conquistou o bicampeonato mundial. O gol foi marcado por Ferran Torres, que saiu do banco de reservas. Com o resultado, a Espanha igualou Uruguai e França como bicampeãs e estabeleceu novo recorde de invencibilidade: 38 jogos sem derrotas.
O caminho até a segunda estrela
Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram presentes em Nova Jersey. Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta - autor do gol daquele título - e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos, acompanharam a emocionante conquista.
Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Ferran Torres, atacante de 26 anos, entrou no segundo tempo e marcou o gol decisivo. Curiosamente, assim como Iniesta em 2010, Torres também representava o Barcelona no momento da conquista - embora seja cria do Valência e tenha passado pelo Manchester City.
Recordes e marcos históricos
A Espanha atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros - a Fúria foi campeã mundial feminina em 2023, na Austrália e Nova Zelândia.
Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. A série positiva teve início contra o Brasil, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, em Madri.
Lamine Yamal: o mais jovem campeão desde Ronaldo
O atacante Lamine Yamal, de 19 anos, é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra de 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é a estrela da companhia espanhola - apesar de atuação discreta neste domingo. Yamal se tornou o quarto mais novo da história a vencer uma Copa, atrás de Pelé, que lidera a estatística com 17 anos e 249 dias em 1958.
A despedida de Messi e o domínio espanhol
Do lado argentino, a frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de "vingar" a Copa de 1994 foi acompanhada pelo adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, mas foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé, que chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami, na disputa do terceiro lugar.
O jogo: pressão espanhola e expulsão decisiva
Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero no primeiro tempo. A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, mas sem sucesso.
A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo e, após a expulsão de Enzo Fernández aos 47 minutos do segundo tempo - a primeira em uma final de Copa desde Zinedine Zidane em 2006 -, a missão ficou ainda mais difícil.
A estratégia da Argentina era clara: diminuir o ritmo para tentar forçar a decisão para os pênaltis. Mas a insistência da Fúria foi recompensada na prorrogação, com o gol de Ferran Torres.
O que esperar para 2030
Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Nomes como Gavi, Pedri e Nico Williams sequer terão completado 30 anos. Até mesmo veteranos como Rodri (34 anos) e Marc Cucurella (32) podem chegar lá.
O contrato, neste caso, é o verdadeiro escudo do atleta: a cláusula compensatória mal escrita pode custar milhões. Para os jovens talentos espanhóis, o vínculo com seus clubes e as regras de transferência da FIFA serão determinantes para a próxima janela e para o ciclo até 2030.
Perguntas Frequentes
Quem marcou o gol da vitória da Espanha?
Ferran Torres, que saiu do banco de reservas, marcou o gol da vitória por 1 a 0 na prorrogação.
Qual foi o recorde quebrado pela Espanha?
A Espanha estabeleceu novo recorde de invencibilidade: 38 jogos sem derrotas, superando a marca da Itália.
Lionel Messi se aposentou da seleção argentina?
Sim, aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, Messi se despede das Copas com o título de 2022 e dois vices.
Quem é o mais jovem campeão mundial?
Lamine Yamal, de 19 anos, é o mais jovem desde Ronaldo (1994) e o quarto mais novo da história, atrás de Pelé.
Quando será a próxima Copa do Mundo?
A Copa do Mundo de 2030 terá a Espanha como uma das sedes, ao lado de Portugal e Marrocos.
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