Eliminação do Corinthians expõe derrota do Dinizismo soft
A eliminação do Corinthians para o Estudiantes, em Itaquera, encerrou uma temporada que já se arrastava. O pênalti perdido por Memphis Depay aos 55 do segundo tempo selou a queda na Libertadores e expôs o desgaste do Dinizismo soft.
Enquanto a bola de Memphis Depay voava por cima do travessão de Muslera, a temporada do Corinthians também ia pelos ares. A eliminação para o Estudiantes, na quarta-feira, em Itaquera, representou a derrocada de um time que há tempos vinha trôpego, mantido de pé justamente pela Libertadores, essa miragem tão irresistível quanto traiçoeira.
O Corinthians perdeu por 1 a 0 para o Estudiantes e deu adeus à CONMEBOL Libertadores 2026. O gol sofrido já seria dolorido por si só. O pênalti batido nas nuvens por Memphis Depay aos 55 minutos do segundo tempo, depois de toda a novela de sua renovação contratual, foi uma maldade final em uma noite em que nada deu certo para o time de Fernando Diniz.
A queda na Libertadores não acontece isolada. O Corinthians também foi desclassificado na Copa do Brasil para o Inter, um time fraquíssimo, e acumula campanha indigente no Campeonato Brasileiro, além da queda no competições em que ainda disputava. O conjunto de resultados escancara o que o rótulo de Dinizismo soft tentava disfarçar: um time sem sustentação, que dependia de um torneio para justificar a própria temporada.
A entrevista de Fernando Diniz depois da derrota para o Estudiantes deve trazer explicações, mas os números e as atuações já contam a história. O pênalti de Memphis, batido para fora quando o Corinthians precisava de precisão, virou o símbolo de um ano em que o time misturou as pernas e não encontrou resposta.
O que muda daqui para frente é a leitura sobre o trabalho de Diniz. A eliminação não é apenas um resultado ruim: é a derrota de um modelo que precisava da Libertadores para se sustentar. Sem ela, o Dinizismo soft perde o principal argumento que ainda o mantinha de pé.