Dorival tem aproveitamento pior do que Roger Machado no São Paulo
Dorival Júnior completou 16 jogos nesta terceira passagem pelo São Paulo no empate com o Boca Juniors, resultado que eliminou o clube da Sul-Americana. O treinador igualou o número de partidas de Roger Machado, seu antecessor, mas o aproveitamento é pior.
Em cinco meses de trabalho, Dorival soma quatro vitórias, seis empates e seis derrotas, aproveitamento de 37,5%. Roger Machado, demitido em maio, também fez 16 jogos no comando da equipe, com sete vitórias, quatro empates e cinco derrotas, 52,1% de aproveitamento. Nos jogos sob o comando de Dorival, o time fez 17 gols e foi vazado outras 17 vezes. Com Roger Machado, a equipe marcou 19 gols e sofreu 14 gols.
O recorte coloca os dois treinadores abaixo do desempenho de Crespo no clube, conforme aponta a análise publicada pelo ge. A diferença entre Dorival e Roger Machado não está apenas no número de vitórias, mas no saldo de gols: enquanto o time de Roger Machado terminou com saldo positivo de cinco gols, a equipe de Dorival tem saldo zerado no período.
O empate com o Boca Juniors, que selou a eliminação na Sul-Americana, adiciona peso ao momento. A competição continental era uma das frentes mais palpáveis da temporada, e a queda precoce amplia a tensão no ambiente. Nos bastidores, atrasos e promessas não cumpridas aumentam a tensão entre elenco e diretoria, segundo apuração do ge. Rafinha, por sua vez, admitiu erro na demissão de Crespo.
Ainda assim, o aproveitamento de 37,5% não é definitivo. Dorival tem contrato em andamento e a sequência do calendário oferece jogos para recuperação. A pergunta que fica é se o desempenho ofensivo, com 17 gols marcados e 17 sofridos, vai se ajustar antes que a pressão se torne insustentável. Para o torcedor, o número que mais incomoda não é apenas a comparação com Roger Machado, mas o fato de o time ter empatado seis vezes em 16 partidas, deixando pontos que fariam diferença na tabela.
O São Paulo volta a campo em breve, e a resposta de Dorival será medida não só em resultados, mas na capacidade de corrigir a defesa que sofreu 17 gols em 16 jogos. Enquanto isso, a sombra de Roger Machado e de Crespo segue como termômetro do que a torcida espera.