Paredes acerta adversário com bolada e recebe amarelo
Leandro Paredes voltou a se envolver em confusão. Duas semanas após a final da Copa de 2026, o volante do Boca acertou um adversário com bolada e recebeu amarelo. A arbitragem manteve a punição.
Paredes repete padrão e recebe amarelo após bolada em adversário
Duas semanas depois da final da Copa do Mundo de 2026, Leandro Paredes voltou a protagonizar uma confusão. No empate por 2 a 2 entre Boca Juniors e Newell's Old Boys, pelo Torneio Clausura do Campeonato Argentino, o volante acertou um adversário com uma bolada. O lance ocorreu com a partida interrompida por uma falta.
A conduta, avaliada sob o prisma do direito disciplinar desportivo, configura o que a doutrina chama de ato de violência ou conduta antidesportiva grave. A bola foi chutada na direção de um jogador do Newell's, que caiu no gramado. A arbitragem, no entanto, aplicou apenas o cartão amarelo.
O contexto: reincidência e padrão de comportamento
O episódio não é isolado. Paredes já havia se envolvido em confusão na final da Copa. Agora, no âmbito do Campeonato Argentino, repete o gesto. A reincidência agrava a análise, ainda que a punição imediata tenha sido branda.
Jogadores do Newell's cercaram o meio-campista e pediram expulsão. A discussão escalou para um tumulto, com empurrões e protestos. A arbitragem, contudo, manteve apenas o amarelo e não expulsou nenhum dos envolvidos.
Critério objetivo: por que amarelo e não vermelho?
No direito desportivo, a distinção entre infração leve e grave depende da intensidade, da intenção e do risco criado. A bolada, ainda que direcionada, não atingiu região de alto risco e não gerou lesão. Por isso, o amarelo se sustenta como decisão de campo.
Mas a integridade da competição exige coerência. Se o gesto fosse interpretado como tentativa de agressão, o vermelho seria a sanção adequada. A arbitragem optou pela gradação mínima. Cabe aos tribunais, se provocados, revisar o enquadramento.
O que diz a regra?
O Código Disciplinar da FIFA e os regulamentos da Conmebol preveem sanções para condutas antidesportivas. O amarelo é a resposta padrão para atos sem violência física direta. A reincidência, porém, pode elevar a pena em instâncias superiores.
Nós, como analistas, vemos aqui um caso clássico de discricionariedade arbitral. A competição só existe se a regra valer para todos. A ausência de expulsão, diante dos protestos, abre margem para questionamento.
Perguntas Frequentes
Paredes foi expulso?
Não. O jogador recebeu apenas cartão amarelo, e a arbitragem não expulsou nenhum dos envolvidos no tumulto.
Em qual competição o lance aconteceu?
O lance ocorreu pelo Torneio Clausura do Campeonato Argentino, no empate por 2 a 2 entre Boca Juniors e Newell's Old Boys.
Paredes já tinha se envolvido em confusão antes?
Sim. O volante já havia se envolvido em confusão na final da Copa do Mundo de 2026, duas semanas antes deste episódio.
A arbitragem mudou a decisão após os protestos?
Não. A arbitragem manteve o cartão amarelo e não expulsou ninguém, apesar dos pedidos dos jogadores do Newell's.