Corinthians e SAFiel têm reunião de quase 5 horas para debater projeto
Os idealizadores da SAFiel se reuniram com a diretoria do Corinthians na última quarta-feira (26), no Parque São Jorge, para esclarecer dúvidas e debater a proposta de transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O encontro durou quase cinco horas e foi marcado pela apresentação de questionamentos jurídicos e financeiros por parte do clube.
Pelo lado da SAFiel, participaram o Comitê de Acompanhamento (CAS), representado pelos jornalistas Marília Ruiz e Sérgio Rebollo, além do ex-conselheiro Rogério "Bambu" Maldonado. A diretoria alvinegra esteve representada pelo presidente Osmar Stabile, o vice-presidente Armando Mendonça, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, o presidente do Cori, Miguel Marques e Silva, o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Pedro Castilho.
Segundo nota oficial divulgada pelo grupo, parte dos questionamentos jurídicos foi entregue por escrito durante a reunião. Os demais devem ser enviados até esta sexta-feira (28), com resposta formal esperada no prazo de uma semana. Foram estabelecidos canais de diálogo para compartilhamento de dados, incluindo estudos sobre a viabilidade de antecipações de recursos. A tendência é que o projeto volte a ser discutido em novos encontros.
A proposta da SAFiel, idealizada por Carlos Teixeira, Maurício Chamati, Eduardo Salusse e Lucas Brasil, prevê a transformação do Corinthians em uma SAF com gestão profissional administrada pelos torcedores. Os corinthianos poderiam comprar ações a preços populares e votar nos conselheiros. O clube seria composto por quatro conselhos: Administrativo, Fiscal, Cultural e de Governança. A meta é arrecadar R$ 2,5 bilhões para quitar dívidas e investir no futebol e na sede social.
Segundo apurou a Gazeta Esportiva, a reunião foi considerada produtiva, porém os avanços ainda foram pequenos. Internamente, a avaliação é de que dificilmente o projeto deslanchará ainda neste ano, devido à resistência de uma parcela significativa de conselheiros e associados do Parque São Jorge. A proposta já reúne mais de 104 mil manifestações de apoio, entre elas quase 3 mil associados do clube.
Para adquirir as ações, o interessado deve comprovar associação ao Parque São Jorge ou inscrição no programa Fiel Torcedor. Nenhum acionista pode comprar mais de 1,8% das ações, evitando concentração de poder. A origem dos recursos também precisa ser comprovada. O departamento de futebol ficaria separado do clube associativo, com executivos contratados ou demitidos com base em capacidade e cumprimento de metas.