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Corinthians nega entrega de documentos a perito da Caixa

ResumoCorinthians negou a entrega de documentos sigilosos ao perito Anísio Castelo Branco, responsável por apontar cobrança indevida da Caixa Econômica Federal no financiamento da Neo Química Arena. O clube alega cláusulas de confidencialidade contratual e negocia um acordo extrajudicial com o banco. A recusa ocorre em meio à disputa sobre valores do estádio.

O Corinthians negou que fornecerá documentos sigilosos ao perito Anísio Castelo Branco, que aponta cobrança indevida da Caixa no financiamento da Neo Química Arena. Clube alega cláusulas de confidencialidade e negocia acordo.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 04 de setembro de 2026
Corinthians nega entrega de documentos a perito da Caixa

O diretor de Negócios Jurídicos do Corinthians, Pedro Soares, negou à Gazeta Esportiva que o clube fornecerá ao perito Anísio Castelo Branco documentos sigilosos do financiamento da Neo Química Arena. O especialista levantou a possibilidade de cobrança indevida pela Caixa Econômica Federal.

A diretoria alvinegra não entregará nenhum documento neste momento, apesar de estar aberta a ouvi-lo. Segundo Pedro Soares, o clube já possui um grupo responsável pelo assunto e mantém "negociações avançadas" junto à Caixa. O Corinthians não pode compartilhar papéis assinados com o banco por cláusulas de confidencialidade, e não seria obrigado a fazê-lo nem por pedido do Ministério Público, apenas por determinação judicial.

O impasse ocorre após Anísio ir ao Parque São Jorge na última quarta-feira e afirmar que receberia os documentos para refazer os cálculos. "Vou fazer um ofício para franquear todos os documentos de que eu preciso", disse o perito, que estimou concluir novo número em uma ou duas semanas. A diretoria, porém, desconfia dos cálculos dele: o próprio perito admitiu não ter acesso a todos os extratos, e as contas já passaram por Ernst & Young, Alvarez & Marsal e KPMG.

A dívida da Arena é avaliada em R$ 640 milhões, e o MP-SP apura possível cobrança indevida, com divergências de aproximadamente R$ 255,75 milhões. O promotor Cássio Roberto Conserino identificou juros de 19% a quase 450% ao mês em parcelas atrasadas e sustenta que, em 2019, a Caixa cobrou R$ 536,09 milhões, embora o saldo fosse de R$ 280,3 milhões. A Caixa nega irregularidades e afirma que o contrato seguiu a legislação e normas do Banco Central.

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