Copa Feminina 2027 pode mudar vidas, diz Formiga
A Copa do Mundo Feminina de 2027, primeira edição na América do Sul, será disputada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano. Para Miraildes Maciel Mota, a Formiga, o torneio representa a oportunidade de "mudar a realidade de inúmeras meninas" que jogam na região, como declarou em entrevista à AFP.
Aos 48 anos, a única jogadora a disputar sete Copas do Mundo e sete Olimpíadas participou do evento "Esporte Cria", organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil em São Paulo. Ela celebra a evolução do futebol feminino no país, modalidade proibida por decreto para mulheres de 1941 a 1979.
Segundo Formiga, o Brasil "está se consolidando próximo aos Estados Unidos, França, Espanha", nações que "sempre estiveram à frente por uma estrutura e um trabalho que tiveram antes". A ex-meio-campista, aposentada em 2022 no São Paulo, jogou na França pelo Paris Saint-Germain e nos Estados Unidos ao longo de carreira iniciada nos primeiros anos da década de 1990.
O contrato de jovens como Kerolin com o Barcelona, citado na entrevista, ilustra a exportação de atletas que, na visão de Formiga, traz experiência à Seleção. Ela diz que o mercado crescente "dá oportunidades de exportar nossas jogadoras para terem essa experiência de saber a filosofia de trabalho de outros países".
Formiga esteve perto do título mundial em 2007, na China, ao lado de Marta, quando o Brasil perdeu a final para a Alemanha. Ela conquistou duas medalhas de prata olímpicas. Sobre a crise da FIFA envolvendo capital privado e o boicote europeu descartado, a ex-jogadora afirma que "a Copa do Mundo de Futebol é do mundo" e defende que jogadoras possam "trazer cada vez mais melhorias para o futebol".
O risco contratual a observar: a cláusula compensatória de Kerolin no Barcelona e a estrutura dada ao técnico Arthur Elias, elogiado por Formiga, definem o patamar de competitividade da Seleção. direitos de imagem de atletas Lei Pelé e transferências internacionais