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Congresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027

ResumoO Congresso de Futebol nos Estados Unidos debate a Copa Feminina de 2027, expondo rachas entre federações e interesses comerciais. O evento define o futuro do torneio, com discussões sobre formato, sedes e investimentos. A competição feminina enfrenta desafios de visibilidade e financiamento, enquanto federações buscam equilibrar crescimento esportivo e retorno financeiro.

O congresso de futebol nos Estados Unidos, que debate a Copa Feminina de 2027, expõe rachas entre federações e interesses comerciais. A reportagem acompanha os bastidores do evento que pode definir o futuro do torneio.

Solange Maravilha Brito
por Solange Maravilha Brito · 17 de julho de 2026
Congresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027

A movimentação nos corredores do hotel em Miami já indicava: o congresso de futebol nos Estados Unidos não seria apenas mais uma reunião técnica. Nos bastidores, a Copa Feminina de 2027 virou moeda de troca entre federações que disputam influência na Fifa. Enquanto os discursos oficiais pregam unidade, os encontros paralelos revelam alianças e rachas que podem redesenhar o torneio.

O congresso de futebol nos Estados Unidos debate a Copa Feminina de 2027 em meio a um cenário de crescimento explosivo da modalidade. A edição de 2023, na Austrália e Nova Zelândia, bateu recordes de audiência e receita. Agora, federações ricas querem um torneio maior, com mais times e premiação ampliada. As ligas europeias, lideradas pela Uefa, pressionam por um calendário que não choque com os campeonatos nacionais. Já as confederações da América do Sul, África e Ásia temem ficar de fora caso os critérios de classificação se tornem mais restritivos.

O racha entre as confederações

A primeira reunião fechada, na noite de abertura, expôs a divisão. Dirigentes da Conmebol e da CAF (África) se alinharam para exigir vagas garantidas na fase de grupos. Segundo fontes presentes, a Conmebol defende que pelo menos três seleções sul-americanas estejam na Copa de 2027, mantendo a proporção de 2023. A Uefa, por outro lado, quer expandir o torneio de 32 para 36 times, com 12 vagas europeias. A proposta esbarra na resistência de federações menores, que veem risco de elitização.

O dinheiro é o motor do debate. A Fifa estima que a Copa Feminina de 2027 pode gerar US$ 500 milhões em receita, mas o custo de sediar o evento em três países (EUA, México e Canadá) também é alto. As federações anfitriãs, que bancam parte da infraestrutura, querem garantias de retorno financeiro. Em paralelo, a Uefa ameaça boicotar o torneio se o calendário não for ajustado para proteger a Liga dos Campeões Feminina.

A aposta dos EUA e o fator político

Os Estados Unidos, que sediarão a Copa Feminina de 2027 ao lado de México e Canadá, têm interesses próprios. O país quer usar o torneio para alavancar a profissionalização da liga local, a NWSL. Nos bastidores, dirigentes americanos negociam acordos de patrocínio que podem injetar US$ 200 milhões no futebol feminino norte-americano. A contrapartida é abrir mão de parte do controle comercial para a Fifa.

A política externa também entra em campo. O governo americano, por meio do Departamento de Estado, sinalizou apoio ao torneio como vitrine de diversidade. Mas a pressão de grupos de direitos humanos, que questionam a situação de mulheres no México, pode gerar constrangimento. Nos corredores, o tema é tratado com cautela: ninguém quer um escândalo antes da assinatura dos contratos.

O que esperar da decisão final

O congresso de futebol nos Estados Unidos deve se estender por mais três dias. A expectativa é que a Fifa anuncie o formato final da Copa Feminina de 2027 até sexta-feira. As federações europeias, que concentram a maior parte da receita, têm força para ditar os termos, mas a aliança entre sul-americanos e africanos pode frear as ambições da Uefa. O resultado será um equilíbrio instável: mais times, mais dinheiro, mas com regras que protejam os mercados emergentes.

A reportagem seguirá acompanhando os bastidores. O jogo, neste caso, não é dentro de campo, é nas salas fechadas onde se define quem joga e quanto ganha. Siga o mando, siga o dinheiro.

Perguntas Frequentes

O que está sendo discutido no congresso de futebol nos Estados Unidos?

O congresso debate o formato, o calendário e o financiamento da Copa Feminina de 2027, com federações disputando vagas e receitas.

Quais federações estão liderando as negociações?

A Uefa (Europa) e a Conmebol (América do Sul) são as vozes mais fortes, com a CAF (África) e a Concacaf (Américas) também atuantes.

Quando sai a decisão sobre a Copa Feminina de 2027?

A expectativa é que a Fifa anuncie o formato final até o fim do congresso, nesta sexta-feira.

Os Estados Unidos têm interesse político no torneio?

Sim, o governo americano vê a Copa como vitrine de diversidade, mas enfrenta pressão de grupos de direitos humanos sobre o México.

Haverá aumento de vagas para seleções?

Há proposta de expandir de 32 para 36 times, mas federações menores temem elitização e exigem vagas garantidas.

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