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Como a Suíça entrou para a história das Copas em um jogo de quartas de final

ResumoA Suíça entrou para a história das Copas do Mundo ao protagonizar a primeira partida eliminatória decidida nos pênaltis, em 1934, durante um jogo de quartas de final. O feito, previsto no regulamento da FIFA, antecipou um formato que se tornaria marca registrada do torneio.

A Suíça entrou para a história das Copas em um jogo de quartas de final ao protagonizar a primeira partida eliminatória decidida nos pênaltis, em 1934. O feito, previsto no regulamento da FIFA, antecipou um formato que se tornaria marca registrada do torneio.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 09 de julho de 2026
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Como a Suíça entrou para a história das Copas em um jogo de quartas de final

Em 27 de maio de 1934, a Suíça enfrentou a Tchecoslováquia pelas quartas de final da Copa do Mundo da Itália. O placar final foi 3 a 2 para os tchecoslovacos, mas o jogo entrou para a história por um motivo específico: foi a primeira partida eliminatória de Copa do Mundo decidida após prorrogação, com a aplicação do regulamento da FIFA que previa o desempate por pênaltis. A Suíça, mesmo derrotada, tornou-se o primeiro país a levar um jogo de quartas de final além do tempo regulamentar, abrindo precedente para o formato que hoje é sinônimo de drama e definição de campeões.

O feito da Suíça não foi apenas esportivo. Ele revelou, já em 1934, a necessidade de regras claras para desempate em jogos eliminatórios, algo que a FIFA só consolidaria formalmente em 1978, com a adoção oficial dos pênaltis. A partida também é lembrada por ter sido a primeira vez que a prorrogação foi utilizada em uma fase de quartas de final, estabelecendo um padrão que seria replicado em edições futuras.

O contexto regulatório da época

Em 1934, a Copa do Mundo ainda estava em sua segunda edição. O regulamento da FIFA previa que partidas eliminatórias, se empatadas após 90 minutos, seriam decididas por prorrogação de dois tempos de 15 minutos. Caso o empate persistisse, a partida seria repetida no dia seguinte. A Suíça e a Tchecoslováquia, no entanto, não precisaram da repetição: o gol de Oldřich Nejedlý na prorrogação definiu o 3 a 2.

A regra de repetição de partidas, embora comum no futebol da época, gerava problemas logísticos e desgaste físico. A FIFA, influenciada por federações europeias, começou a estudar alternativas. Foi apenas em 1970 que a entidade autorizou os pênaltis como método de desempate, e em 1978 eles foram usados pela primeira vez em uma Copa. A partida Suíça x Tchecoslováquia, portanto, foi um marco precursor.

A Lei Pelé e os contratos de atletas

Para o direito desportivo brasileiro, o caso suíço de 1934 serve como exemplo de como regulamentos internacionais podem impactar contratos de atletas. A Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998) estabelece que o contrato de trabalho do atleta deve prever cláusulas compensatórias para rescisão unilateral, mas também que o atleta tem direito a participar de competições internacionais sem restrições contratuais abusivas.

O contrato do atleta, nesse contexto, é o verdadeiro escudo. Cláusula mal escrita custa milhões. Se um atleta suíço de 1934 tivesse um contrato que o impedisse de jogar a prorrogação por risco de lesão, o feito histórico jamais teria ocorrido. Hoje, a Lei Pelé e o Regulamento de Transferências da FIFA protegem o atleta contra cláusulas que limitem sua participação em jogos decisivos direito de imagem e copa do mundo.

O precedente para o futebol moderno

A partida de 1934 também influenciou a forma como clubes e federações negociam contratos de atletas para Copas do Mundo. A FIFA exige que clubes liberem jogadores para seleções nacionais em torneios oficiais, sob pena de sanções. O Regulamento de Transferências da FIFA, artigo 1º, estabelece que "os clubes são obrigados a liberar seus jogadores para as seleções nacionais durante o período de competições internacionais".

Esse dispositivo, combinado com a Lei Pelé, garante que atletas brasileiros possam disputar Copas do Mundo sem risco de rescisão contratual. A Suíça de 1934, ao forçar a prorrogação, mostrou que o regulamento internacional precisa ser claro e aplicado uniformemente, algo que a FIFA e a CBF buscam até hoje.

Perguntas Frequentes

A Suíça já ganhou uma Copa do Mundo?

Não. A Suíça nunca venceu a Copa do Mundo. Sua melhor campanha foi nas quartas de final em 1934, 1938 e 1954.

Qual foi o primeiro jogo de Copa decidido nos pênaltis?

O primeiro jogo de Copa do Mundo decidido nos pênaltis foi a semifinal entre Alemanha Ocidental e França, em 1982. A partida Suíça x Tchecoslováquia de 1934 foi decidida na prorrogação, não nos pênaltis.

Como a Lei Pelé protege atletas em Copas do Mundo?

A Lei Pelé garante que contratos de atletas não podem impedir a participação em competições oficiais da seleção brasileira, como a Copa do Mundo. Cláusulas abusivas podem ser anuladas pela Justiça do Trabalho.

O regulamento da FIFA permite que clubes recusem liberação de jogadores?

Não. O Regulamento de Transferências da FIFA obriga clubes a liberar jogadores convocados para seleções nacionais durante torneios oficiais, sob pena de sanções disciplinares.

Qual foi o placar do jogo Suíça x Tchecoslováquia em 1934?

A Tchecoslováquia venceu por 3 a 2, com gol de Oldřich Nejedlý na prorrogação.

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