Dívida do Botafogo com MLS: venda de Santi Rodríguez
A negociação entre Botafogo e Columbus Crew, dos Estados Unidos, por Santi Rodríguez se arrastou por causa de uma dívida com a MLS, liga de futebol americana e maior credora do clube alvinegro. Há entendimento pela transferência do jogador, mas as partes ainda discutem o valor do negócio que será abatido do débito em atraso.
A venda está estipulada em US$ 6,8 milhões (R$ 34 milhões). O acordo prevê que esse montante seja usado para abater a dívida de US$ 38,5 milhões, valor publicado na lista de credores do plano de Recuperação Judicial do Botafogo.
O ponto de discordância está no modelo do abatimento. O Botafogo quer que o valor seja abatido do montante líquido, sem a inclusão dos juros por atrasos passados. A MLS, por sua vez, defende outro cálculo, o que mantém o impasse.
A decisão sobre o abatimento afeta diretamente o planejamento financeiro do clube, que busca reduzir seu passivo com a liga americana. Enquanto não há acordo, a transferência de Santi Rodríguez segue pendente, e o jogador permanece vinculado ao Botafogo.
A venda do atleta é vista como uma forma de o clube diminuir sua dívida com a MLS, mas o desfecho depende da negociação entre as partes. O valor final do negócio e o modelo de abatimento ainda precisam ser definidos para que a transferência seja concretizada.
Para o torcedor, a novela envolvendo Santi Rodríguez ilustra como questões financeiras podem influenciar decisões esportivas. A saída do jogador, se confirmada, trará alívio ao caixa, mas também reduzirá o elenco à disposição da comissão técnica.
O caso segue em aberto, e a expectativa é que as partes cheguem a um denominador comum nas próximas semanas. Até lá, o Botafogo segue com o jogador no elenco e com a dívida com a MLS pendente de solução.