# Chefe de arbitragem da Fifa rebate crítica de Deschamps e defende árbitro da semifinal da Copa

> Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, rebateu as críticas do técnico Didier Deschamps sobre a atuação do árbitro na semifinal da Copa do Mundo de 2026. Collina defendeu o profissionalismo do árbitro com base em relatórios técnicos e no protocolo VAR, reforçando a correção das decisões tomadas em campo.

*Justiça Desportiva · Futebol · 15 de julho de 2026 · Dr. Genaro Pontes Vilhena*

O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, rebateu publicamente as críticas do técnico Didier Deschamps à atuação do árbitro da semifinal da Copa do Mundo de 2026. A defesa baseia-se em relatórios técnicos e no protocolo VAR. Entenda os fundamentos da decisão e os riscos c

## Chefe de arbitragem da Fifa rebate crítica de Deschamps e defende árbitro da semifinal da Copa

O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, respondeu às críticas do técnico Didier Deschamps sobre a atuação do árbitro na semifinal da Copa do Mundo de 2026. Collina defendeu a decisão com base no protocolo VAR e nas regras do jogo. A declaração ocorre após Deschamps questionar publicamente um lance polêmico que envolveu um pênalti não marcado.

Segundo a Fifa, a arbitragem seguiu o protocolo estabelecido, com análise de imagens e comunicação entre o árbitro de campo e a cabine do VAR. A entidade não divulgou o relatório técnico completo, mas Collina afirmou que a decisão foi unânime entre os membros da comissão de arbitragem.

## A cláusula contratual em jogo: o direito de imagem e a exposição em lances polêmicos

Atletas envolvidos em lances polêmicos em competições oficiais da Fifa têm seus contratos de direito de imagem impactados pela repercussão midiática. A Lei Pelé (Lei 9.615/98) estabelece que o direito de imagem é um direito autônomo, passível de exploração comercial pelo atleta. Quando um lance é amplamente divulgado, a exposição pode gerar ganhos ou perdas contratuais.

No caso da semifinal, o atleta que sofreu o suposto pênalti não marcado viu sua imagem vinculada a milhares de reportagens. Isso pode valorizar seu contrato de patrocínio, mas também gerar riscos se a cláusula de imagem não prever situações de polêmica.

## Como o regulamento FIFA protege o árbitro e impacta os contratos dos atletas

O regulamento FIFA para competições oficiais prevê que as decisões de arbitragem são soberanas e não passíveis de revisão judicial ou administrativa. Essa cláusula contratual, a cláusula de arbitragem, é padrão em todos os contratos de participação de atletas em torneios da entidade.

Para o atleta, isso significa que, ao assinar o contrato de participação na Copa, ele aceita que lances polêmicos não geram direito a indenização por erro de arbitragem. A cláusula compensatória, que no direito brasileiro permite reparação por danos, não se aplica nesse contexto.

### O protocolo VAR e a margem de erro

A Fifa adota o protocolo VAR desde 2018, com revisão de lances claros e óbvios. Na semifinal de 2026, o VAR revisou o lance por 2 minutos e 30 segundos antes de confirmar a decisão de campo. Collina destacou que o tempo de revisão está dentro da média de 2 minutos e 15 segundos registrada em toda a competição.

## Riscos contratuais para o atleta em lances polêmicos

Um contrato de atleta bem redigido deve prever cláusulas de exposição midiática, direito de imagem e indenização por danos morais. Sem essas cláusulas, o atleta fica exposto a perdas financeiras se sua imagem for associada a um erro de arbitragem.

No caso de Deschamps, a crítica pública pode gerar multa contratual para o técnico, prevista no regulamento FIFA para declarações que desrespeitem a arbitragem. Atletas que endossam tais críticas também podem sofrer sanções.

## A defesa de Collina: fundamentos técnicos e jurídicos

Collina baseou sua defesa em três pilares: a análise do VAR, o relatório do árbitro de campo e o parecer da comissão de arbitragem. A Fifa não divulgou os documentos, mas Collina afirmou que todos os membros da comissão concordaram com a decisão.

Para o direito desportivo, essa defesa reforça a soberania das decisões de arbitragem, prevista no Código de Justiça Desportiva. Atletas que desejam questionar lances devem usar os canais internos da Fifa, não a mídia.

## Como o atleta deve agir em caso de lance polêmico

Se um atleta se sentir prejudicado por um lance de arbitragem, o primeiro passo é consultar o contrato de participação no torneio. A cláusula de arbitragem define os prazos e procedimentos para recurso. Em geral, o recurso deve ser protocolado em até 24 horas após a partida.

O atleta também deve avaliar o impacto no contrato de imagem. Uma declaração pública contra a arbitragem pode violar cláusulas de conduta e gerar multa.

## Perguntas Frequentes

### O que é o protocolo VAR da Fifa?

O protocolo VAR permite que o árbitro revise lances claros e óbvios com auxílio de imagens de vídeo. A decisão final é do árbitro de campo.

### Quais as consequências para Deschamps por criticar o árbitro?

Deschamps pode ser multado pela Fifa com base no regulamento disciplinar, que prevê sanções para declarações que desrespeitem a arbitragem.

### O atleta pode processar a Fifa por erro de arbitragem?

Não. O regulamento FIFA prevê que as decisões de arbitragem são soberanas e não passíveis de revisão judicial.

### Como o direito de imagem é afetado por lances polêmicos?

A exposição midiática pode valorizar ou prejudicar o contrato de imagem, dependendo das cláusulas previstas.

### O que fazer se o atleta discordar de um lance?

O atleta deve protocolar recurso interno na Fifa em até 24 horas, conforme o regulamento da competição.

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