Carlos Miguel esconde estratégia nos pênaltis e brinca sobre vaga
O goleiro Carlos Miguel foi o personagem central da classificação do Palmeiras às semifinais da Copa Libertadores nesta quarta-feira. Ele defendeu duas cobranças na vitória por 4 a 3 nos pênaltis sobre a LDU-EQU, em Quito, no Equador, e garantiu a vaga alviverde, a sexta do clube desde 2020. O jogador, porém, preferiu esconder o segredo que o levou a parar as cobranças de Lucas Rodríguez e Segovia.
A classificação veio depois de um roteiro tortuoso. O Palmeiras vencia a LDU por 2 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo, quando Estrada marcou duas vezes de cabeça, nos acréscimos, e empatou o confronto no agregado. O cenário lembrou o jogo de ida da semifinal de 2025, quando o Alviverde perdeu por 3 a 0 na altitude e buscou a virada em São Paulo para chegar à final.
"Trabalhamos para caramba no dia a dia para momentos como esse, em que precisam da gente, conseguirmos corresponder. Sobre a estratégia que eu faço, não gosto de passar para ninguém, porque eu ainda tenho uma carreira muito grande pela frente, e não vai ser agora no início dela, que já vou mostrar toda a minha lógica, porque cada um tem a sua mania, o seu jeito de manter um controle mental muito grande", disse o jogador em entrevista ao Paramount+.
O goleiro também comentou o sofrimento da classificação. "É seguir, conseguimos essa classificação tão chorada. Não precisava ser tão sofrida, mas está tudo nas mãos de Deus. Estamos preparados para o que vier", acrescentou.
A leitura do jogo passou pela adaptação à altitude de Quito, ponto que Carlos Miguel detalhou na sequência da entrevista. "Sabemos que futebol é detalhe, cinco minutos podem mudar uma partida inteira, foi o que aconteceu hoje. Temos que estar preparados para esses momentos. Vir aqui jogar nessa altitude, a diferença que todo mundo sabe que é jogar aqui, da respiração, da velocidade, da bola... tudo é uma adaptação que temos que fazer muito rápido, que às vezes não conseguimos estar 100%, mas temos que estar ligados, porque nosso trabalho é isso. Temos que dar o máximo até o final, foi o que tentamos fazer no fim do jogo. Acabamos tomando dois gols, mas soubemos controlar mentalmente."
A vaga na semifinal mantém o Palmeiras vivo na competição e reforça o peso de decisões definidas fora do tempo regulamentar. Para o goleiro, o trabalho diário segue como base para os próximos desafios. campanha do Palmeiras na Libertadores