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Campeonato de várzea no 'terrão' reúne 20 equipes e movimenta economia em Porto Velho

ResumoO Campeonato de várzea no 'terrão' em Porto Velho reúne 20 equipes em disputas semanais. O evento movimenta a economia local com ambulantes, venda de alimentos e bebidas, além de atrair torcidas fiéis. A competição gera renda para moradores e fortalece o comércio informal na região, consolidando-se como tradição comunitária e vetor de impacto social positivo.

Campeonato de várzea no 'terrão' reúne 20 equipes em Porto Velho, movimentando economia local com ambulantes e torcidas fiéis. Entenda o impacto na comunidade.

Nayara Pilatti Rondon
por Nayara Pilatti Rondon · 26 de agosto de 2026
Campeonato de várzea no 'terrão' reúne 20 equipes e movimenta economia em Porto Velho

Um campeonato de futebol de várzea reúne 20 equipes e movimenta a comunidade em um campo de terra conhecido como "terrão", em Porto Velho. Além da disputa por resultados na tabela, os jogos atraem moradores em busca de lazer e geram oportunidades de renda para trabalhadores autônomos locais.

O ambiente das partidas é marcado pela presença de crianças, poeira e torcedores na beira do campo. Para o treinador do time Embratel, Gleison Aguiar, a essência do torneio está no prestígio da comunidade. "Muitas pessoas prestigiando, vocês veem. E todo mundo, a maioria aqui na várzea, todo mundo já se conhece também, todo mundo tem o respeito", afirma.

A tradição do campeonato é mantida por torcedores fiéis que acompanham os times há décadas. É o caso de Maria de Jesus, torcedora do São Sebastião, que frequenta os jogos na várzea há 24 anos. Segundo ela, o formato do torneio atrai mais público do que competições convencionais. "Chama mais gente, tem mais animação, entendeu? Porque tá todo mundo na beira do campo, gritando e tal, essas coisas", relata.

Além do esporte, o evento serve como ganha-pão para moradores da região. O vendedor ambulante Júlio César trabalha nos campos de terra desde a década de 1990 e faz questão de estar presente em todos os dias de jogos para garantir o sustento. "Eu era cara de jogar bola, aí eu comecei jogando e depois eu comecei a vender pro pessoal. Agora, hoje, só faço e vendo agora nos campos. O pessoal só me conhece como Julieta", conta.

A união de diferentes públicos faz do campeonato uma grande festa local. Cada morador frequenta o terrão por um motivo principal:

  • Esporte: jogadores que mostram talento e defendem seus times.
  • Lazer: torcidas apaixonadas que acompanham as equipes de perto.
  • Economia: ambulantes que aproveitam a concentração de pessoas para vender produtos.

A reportagem é do GE Rondônia, com foto de Thomas Lima, e mostra como o futebol de várzea segue como espaço de convivência e sustento fora dos grandes estádios. Para quem vive a rotina do terrão, cada jogo é mais que uma partida: é encontro marcado da comunidade.

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