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SAFs na Série C: 5 lideraram, 1 subiu da D

A primeira fase da Série C do Brasileirão terminou no último sábado (29), com disputas acirradas pela classificação e permanência. Dos oito classificados para a segunda fase, cinco eram SAFs, ocupando as cinco primeiras posições: Botafogo-PB, Brusque, Ferroviária-SP e Maringá. A novata Inter de Limeira, cuja SAF foi aprovada há menos de uma semana, ficou em 5º, com a aquisição pelo empresário Enrico Ambrogini, junto a Roberto Carlos e Ronaldo Nazário.

O desempenho das SAFs na Série D foi bem diferente. Das 21 SAFs que disputaram a divisão em 2026, apenas o Uberlândia conseguiu o acesso. O Gama, tradicional clube do DF, é um dos oito casos de SAFs extintas, e hoje tem gestão concedida a grupo privado, sem restabelecer a SAF.

O modelo SAF cresce no Brasil desde a Lei nº 14.193, de 5 de agosto de 2021. Segundo o Observatório Social do Futebol, são 143 clubes no modelo atualmente, com aumento anual: 32 em 2022, 27 em 2023, 33 em 2024, 34 em 2025 e 13 em 2026 até julho. Esse crescimento ajuda a explicar o recorde de SAFs na Série C, mas não garante desempenho positivo, como mostram os casos do Confiança, rebaixado com 13 pontos, e do Figueirense, que fracassou na classificação.

O novo formato da Série C, aprovado para 2026, prevê 28 clubes até 2028, com seis promovidos da D: ASA, ABC, Gama e Uberlândia direto, e Goiatuba e Nacional-AM nos playoffs. Com mais clubes na base, a tendência é de mais SAFs na terceira divisão, mas o acesso não depende só do modelo, como mostram os dados da Série D.

Os dados completos estão no relatório Painel das SAFs, do Observatório Social do Futebol, publicado em maio, e no Almanaque das SAFs, que cataloga os casos do país. A pesquisa é conduzida por Irlan Simões, com Jonathan Ferreira, Vinícius Alvim, Victor Formaggini, Isabella Topfer e Matheus Espí.

A pena justa, no futebol ou no modelo societário, cabe entre a regra e o contexto. Os números mostram que a SAF não é garantia de acesso, mas a base da pirâmide segue se transformando.

Dr. Osmundo Lacerda Tavares
Auditor aposentado e comentarista de jurisprudência desportiva
30 anos julgando no STJD, agora explica como o tribunal pensa antes de punir.
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