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Atuações do Santos: ninguém se salva em noite para esquecer

O Santos teve uma noite para esquecer na derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O Peixe equilibrou o clássico durante parte do primeiro tempo, mas caiu de rendimento após o primeiro gol e sofreu com a movimentação ofensiva do rival. Do meio para frente, a equipe de Cuca criou muito pouco.

Na noite em que ninguém se salva, começamos pela defesa. Gabriel Brazão não viveu uma boa noite: demorou a reagir na finalização de Flaco López que abriu o placar. No segundo gol, até fez boa defesa no chute de Marlon Freitas, mas Andreas Pereira aproveitou o rebote. Lucas Veríssimo, de volta após problema na panturrilha esquerda, venceu alguns duelos, principalmente contra Vitor Roque, mas perdeu para Flaco López pelo alto no terceiro gol. Ainda evitou vantagem maior ao salvar uma finalização em cima da linha. Luan Peres deu espaço a Flaco López no primeiro gol, e a defesa não reagiu ao rebote que terminou com Andreas livre para ampliar.

Pelos lados, Igor Vinícius teve boa oportunidade ao receber de Gustavo Henrique, mas tomou decisão ruim e finalizou para fora. Escobar sofreu diante de Arias, pouco apoiou e errou na origem da jogada do terceiro gol. Davizinho entrou na etapa final, mas encontrou o Palmeiras já confortável.

No meio, Willian Arão, de volta à posição de origem, teve dificuldades nos duelos e terminou novamente na defesa. João Schmidt não protegeu a entrada da área e esteve mal posicionado no lance do primeiro gol. Foi substituído no intervalo por Gabriel Bontempo. Gustavo Henrique apresentou os melhores momentos do setor: deu belo passe de calcanhar para Igor Vinícius e tentou dar intensidade à marcação. Bontempo entrou para participar da construção, mas perdeu espaço conforme o Palmeiras controlou a partida.

No ataque, Rollheiser teve liberdade para circular, mas passou boa parte do tempo preocupado com funções defensivas. Barreal atuou distante do gol e sofreu na marcação de Arias. Caballero correu para oferecer profundidade, mas recebeu poucas bolas. Gabigol entrou no intervalo e não mudou o cenário: saiu da área, cometeu erros e quase entregou um gol em passe errado. Rony trouxe disposição, porém sem efetividade, finalizando para fora após sobra de escanteio.

A estratégia de Cuca não funcionou. A proposta cautelosa manteve o Santos competitivo inicialmente, mas produziu pouco. Após sofrer dois gols antes do intervalo, o treinador colocou mais atacantes, mas a equipe ficou exposta e não reagiu. O resultado foi uma atuação coletiva muito abaixo em um dos jogos mais importantes da temporada, deixando desvantagem de três gols para o duelo de volta na Vila Belmiro.

Dr. Faustino Aragão Belluci
Procurador desportivo e analista disciplinar
Atua na acusação desportiva, explica por que clubes e atletas são punidos.
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