Atrás no placar? Espanha busca feito inédito em 30 anos na Copa do Mundo
A Espanha chega à final da Copa do Mundo com a chance de um feito histórico: vencer a partida mesmo saindo atrás no placar, algo que não acontece na competição há mais de 30 anos. O time precisa superar um tabu e a pressão de uma final para conquistar o título.
Atrás no placar? Espanha joga a final por feito inédito em mais de 30 anos na Copa do Mundo
A seleção espanhola entra em campo na final da Copa do Mundo com a chance de um feito que não se vê no torneio há mais de 30 anos. Se sair atrás no placar, precisará virar o jogo para conquistar o título, algo que nenhuma seleção conseguiu desde 1990. A última vez que uma equipe venceu uma final de Copa do Mundo mesmo saindo perdendo foi em 8 de julho de 1990, quando a Alemanha Ocidental derrotou a Argentina por 1 a 0, gol de Andreas Brehme, em cobrança de pênalti. Desde então, todas as finais foram decididas por equipes que abriram o placar ou por empates que levaram à prorrogação e pênaltis.
A Espanha, que já foi campeã mundial em 2010, na África do Sul, busca repetir o feito, mas agora com um cenário mais desafiador. O time de Luis Enrique chega à final com um ataque que marcou 12 gols em seis jogos, mas que ainda não precisou reagir a uma desvantagem no placar. A última vez que a seleção espanhola esteve atrás no marcador em uma partida de Copa do Mundo foi na fase de grupos de 2014, quando perdeu para a Holanda por 5 a 1. Aquele jogo, em 13 de junho de 2014, marcou a eliminação precoce da Espanha na competição.
O tabu das finais viradas
Desde 1990, apenas duas seleções conseguiram virar um jogo de final de Copa do Mundo: a Alemanha Ocidental, em 1990, e a Argentina, em 1986, quando venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2, com gols de Jorge Valdano e Jorge Burruchaga, após sair perdendo. Em 1978, a Argentina também virou sobre a Holanda, por 3 a 1, na prorrogação. O feito de 1990 é o mais recente, e a Espanha tenta quebrar um jejum de 32 anos.
A dificuldade de virar uma final é histórica. Em 24 finais de Copa do Mundo, apenas seis foram decididas por equipes que saíram atrás no placar: Uruguai (1930), Alemanha Ocidental (1954), Argentina (1978 e 1986), Alemanha Ocidental (1990) e Itália (2006, nos pênaltis após empate). A última vitória de uma seleção que estava perdendo no tempo regulamentar foi em 1990.
O estilo de jogo espanhol
A Espanha construiu sua campanha na Copa do Mundo com base na posse de bola e no controle do jogo. O time de Luis Enrique teve média de 68% de posse nos jogos, o maior índice entre todas as seleções. Contra Marrocos, nas oitavas de final, a Espanha finalizou 23 vezes, mas só marcou um gol. Nas quartas, contra a Suíça, a posse foi de 74%, mas o jogo terminou em 0 a 0 e foi para os pênaltis. A seleção espanhola depende de um jogo paciente, que pode ser prejudicado se precisar correr atrás do placar.
O que dizem os números
A Espanha tem um ataque que finaliza, em média, 15 vezes por jogo, com 5,5 chutes no gol. A defesa sofreu apenas 4 gols em toda a competição, dois deles em cobranças de pênalti. O time tem um aproveitamento de 72% de acerto nos passes, o que indica controle, mas não necessariamente efetividade ofensiva. A seleção adversária, que ainda não foi definida, terá a vantagem de jogar pelo empate, já que a final é decidida em jogo único, sem vantagem de saldo de gols.
A pressão da final
Uma final de Copa do Mundo carrega um peso que vai além dos números. A última vez que a Espanha disputou uma final foi em 2010, quando venceu a Holanda por 1 a 0, gol de Andrés Iniesta aos 116 minutos. Naquele jogo, a Espanha não esteve atrás no placar. Agora, se sair perdendo, terá que lidar com a pressão de um estádio lotado e de um adversário que pode se fechar. O técnico Luis Enrique já declarou que a equipe está preparada para qualquer cenário, mas a história mostra que reagir em uma final é tarefa das mais difíceis.
O que falta para o feito inédito
Para conseguir a virada, a Espanha precisa de algo que não teve na campanha: um ataque que converta chances em gols com rapidez. O time cria oportunidades, mas finaliza pouco no gol. A média de 5,5 chutes no alvo por jogo é a menor entre as semifinalistas. Se o adversário abrir o placar, a Espanha terá que aumentar a intensidade ofensiva, o que pode expor a defesa. O feito inédito depende de uma combinação de paciência, eficiência e sorte, ingredientes que nem sempre estão presentes em uma final.
Perguntas Frequentes
Qual foi a última vez que uma seleção venceu a final da Copa do Mundo saindo atrás no placar?
A última vez foi em 1990, quando a Alemanha Ocidental venceu a Argentina por 1 a 0, com gol de pênalti de Andreas Brehme, após sair perdendo.
Quantas finais de Copa do Mundo foram decididas por viradas?
Seis finais foram decididas por equipes que saíram atrás no placar: Uruguai (1930), Alemanha Ocidental (1954), Argentina (1978 e 1986), Alemanha Ocidental (1990) e Itália (2006, nos pênaltis).
A Espanha já virou um jogo de Copa do Mundo saindo atrás?
Sim, a Espanha já virou jogos em Copas, como contra a Iugoslávia em 1990, mas nunca em uma final. A última vez que esteve atrás no placar em uma Copa foi em 2014, contra a Holanda.
Qual a média de gols da Espanha na Copa do Mundo?
A Espanha marcou 12 gols em seis jogos, com média de 2 gols por partida.
O que é preciso para a Espanha conseguir a virada?
A Espanha precisa aumentar a eficiência ofensiva e converter chances em gols com rapidez, além de manter a defesa sólida para evitar que o adversário amplie a vantagem.