Atlético-MG critica arbitragem contra Juventude na Copa do Brasil
O Atlético-MG publicou nota oficial criticando a arbitragem no empate por 0 a 0 com o Juventude, pela Copa do Brasil. O clube reclama de pênalti não marcado em Natanael e anuncia medidas junto à CBF.
Atlético-MG critica arbitragem em empate com o Juventude pela Copa do Brasil
O Atlético-MG publicou, neste domingo, uma nota oficial nas redes sociais com duras críticas à arbitragem da partida contra o Juventude, disputada no último sábado, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, na Arena MRV. O confronto terminou empatado por 0 a 0. O clube alega que um pênalti claro no lateral Natanael foi ignorado pelo árbitro e não revisado pelo VAR.
O lance que gerou a reclamação
No comunicado, o Atlético-MG afirma que o zagueiro Gabriel Pinheiro deixou a perna direita para derrubar Natanael, após o lateral driblar o defensor e ficar em condições de finalizar cara a cara com o goleiro Jandrei. O árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho não marcou a penalidade e o VAR não foi acionado para revisão.
"O Atlético manifesta indignação com a arbitragem do jogo contra o Juventude, pela Copa do Brasil, em especial pelo pênalti claro sofrido pelo atleta Natanael, que foi ignorado no campo de jogo e sequer foi verificado no VAR", escreveu o clube.
A ausência de revisão é o ponto central da crítica. Para o clube, não se trata apenas de um erro de julgamento, mas de uma falha no protocolo de checagem, já que o VAR existe justamente para corrigir lances decisivos não vistos em campo.
Providências junto à CBF
Além da reclamação pública, o Atlético-MG informou que adotará medidas formais junto à CBF. O clube vai solicitar esclarecimentos sobre os critérios adotados pela arbitragem e cobrar uma atuação isenta no jogo de volta.
"O clube adotará as providências cabíveis junto à CBF e Comissão de Arbitragem, solicitando esclarecimentos sobre os critérios adotados e cobrando medidas para evitar que situações como essa se repitam, preservando a credibilidade da competição", acrescentou.
O pedido inclui a escalação de uma arbitragem "isenta e segura" para a partida decisiva em Caxias do Sul. Esse tipo de manifestação pública, seguida de ofício à entidade, é o caminho institucional que clubes costumam usar para pressionar por mudanças sem partir para acusações diretas.
Caso Reinier: advertência interna
A nota oficial também tratou de um episódio envolvendo o meia Reinier. Segundo o clube, o jogador foi advertido internamente após xingar um torcedor durante o aquecimento. Ele permaneceu no banco de reservas e não entrou em campo.
"Em relação ao episódio envolvendo o atleta Reinier, o clube informa que o jogador foi advertido e que providências internas serão adotadas em razão do xingamento dirigido a um torcedor", disse o comunicado.
"O torcedor é o maior patrimônio do Clube e tem o direito de manifestar sua opinião, desde que de forma pacífica", finalizou.
A mensagem busca equilibrar a defesa da torcida com a correção interna do atleta, um gesto que evita que o caso ganhe proporção maior fora das quatro linhas.
O que esperar do jogo de volta
Atlético-MG e Juventude voltam a se enfrentar na próxima terça-feira, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida será no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, às 19h30 (de Brasília). Quem vencer garante vaga nas quartas de final. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.
O cenário é aberto. O 0 a 0 na Arena MRV deixa a disputa em igualdade, e o Juventude terá o apoio da torcida em casa. Para o Atlético-MG, o resultado não é ruim, mas a pressão sobre a arbitragem pode criar um clima de tensão no confronto decisivo.
O impacto da reclamação pública
Reclamações públicas de arbitragem são comuns no futebol brasileiro, mas ganham peso quando vêm de um clube de grandeza como o Atlético-MG. A nota oficial serve a dois propósitos: registrar o descontentamento para a história e, ao mesmo tempo, tentar influenciar a escalação do árbitro para o jogo de volta.
Especialistas em gestão esportiva apontam que esse tipo de pressão raramente muda uma decisão já tomada, mas pode sensibilizar a comissão de arbitragem a escalar um profissional mais experiente ou a orientar o VAR a ser mais criterioso em lances de área. A CBF não comentou o caso até o momento.
Como o VAR deveria ter atuado
O protocolo do VAR prevê a revisão de lances de pênalti quando há indícios claros de erro. No lance descrito pelo Atlético-MG, a queda de Natanael após o contato com Gabriel Pinheiro seria exatamente o tipo de situação que justifica uma checagem. A não revisão, segundo a nota, é o que mais incomoda o clube.
Vale lembrar que o VAR não pode ser acionado pelo árbitro de campo de forma aleatória: ele é chamado pelo time de vídeo quando há um possível erro grave. A ausência de chamada sugere que os operadores não viram o lance como penalidade, o que o Atlético-MG contesta.
Perguntas Frequentes
O Atlético-MG vai recorrer à CBF?
Sim. O clube informou que adotará providências junto à CBF e à Comissão de Arbitragem, solicitando esclarecimentos sobre os critérios adotados no jogo contra o Juventude.
Quem é o árbitro do jogo entre Atlético-MG e Juventude?
O árbitro da partida foi Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho, que não marcou o pênalti reclamado pelo Atlético-MG e não foi chamado pelo VAR para revisão.
O que aconteceu com Reinier?
Reinier foi advertido internamente pelo Atlético-MG após xingar um torcedor durante o aquecimento. Ele permaneceu no banco e não entrou em campo.
Quando será o jogo de volta entre Atlético-MG e Juventude?
O jogo de volta será na próxima terça-feira, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, às 19h30 (de Brasília). Quem vencer avança; novo empate leva a decisão para os pênaltis.