Argentina vira sobre a Inglaterra com gol no fim e vai à final da Copa pela 2ª vez seguida
A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo, com gol de pênalti nos acréscimos do segundo tempo. A seleção argentina repete o feito de 2014 e chega à final pela segunda vez seguida. O jogo foi marcado por forte tensão disciplinar e
A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, disputada no Estádio Lusail, e garantiu vaga na final pela segunda vez consecutiva. O gol da virada, marcado por Lionel Messi de pênalti aos 48 minutos do segundo tempo, foi precedido por forte pressão argentina e expulsão do volante inglês Declan Rice por conduta violenta. A partida teve início tenso, com a Inglaterra abrindo o placar aos 23 minutos por meio de Harry Kane, de cabeça, após cobrança de escanteio. A Argentina respondeu aos 37 minutos com gol de empate de Julián Álvarez, em jogada individual de Messi pela direita. No segundo tempo, a Argentina dominou a posse de bola (58% a 42%) e finalizou 14 vezes contra 9 da Inglaterra. A expulsão de Rice, aos 72 minutos, por entrada em Enzo Fernández com a sola da chuteira, foi o ponto de virada disciplinar. A Argentina, superior numericamente, pressionou até o fim e conseguiu o pênalti após revisão do VAR: Sterling derrubou Molina dentro da área. Messi converteu com categoria, deslocando Pickford. A classificação argentina repete o feito de 2014, quando a seleção também chegou à final após vencer a Holanda nos pênaltis. Na ocasião, a Argentina perdeu para a Alemanha por 1 a 0 na prorrogação. Agora, aguarda o vencedor de Brasil x França para definir o adversário da decisão. A partida foi marcada por forte contestação ao árbitro, que aplicou cinco cartões amarelos e um vermelho. A análise disciplinar indica que a expulsão de Rice foi correta, nos termos do artigo 12 das Regras do Jogo, que tipifica a entrada com força excessiva como infração grave. A Argentina, por sua vez, cometeu 14 faltas contra 11 da Inglaterra, mas sem condutas que justificassem punições adicionais. Do ponto de vista tático, a Argentina explorou a fragilidade defensiva inglesa na bola aérea, mas foi na transição ofensiva que encontrou o gol de empate. A Inglaterra, que havia sofrido apenas três gols em toda a competição, viu sua defesa ser rompida por jogadas individuais de Messi e Álvarez. A expulsão de Rice expôs a falta de cobertura no meio-campo, permitindo que a Argentina avançasse com liberdade. O técnico argentino, Lionel Scaloni, promoveu duas alterações no intervalo: entrou Nicolás González no lugar de Ángel Di María, que sentiu desconforto muscular, e Alexis Mac Allister substituiu Leandro Paredes. As mudanças deram mais intensidade ao ataque argentino. A Inglaterra, sob comando de Gareth Southgate, não conseguiu ajustar a marcação após a expulsão e recuou demais, cedendo espaços para finalizações de média distância. A partida também teve episódios de simulação e reclamação excessiva, com três jogadores ingleses advertidos por conduta antidesportiva. A arbitragem, embora contestada, seguiu os protocolos do VAR e manteve a decisão de pênalti após revisão. A conclusão é que a Argentina, com superioridade técnica e tática, mereceu a vitória, mas a expulsão de Rice foi determinante para o resultado. A final será um teste para a consistência defensiva argentina e para a capacidade de reação da seleção que avançar. A integridade da competição foi preservada, e a decisão será no campo, como deve ser. análise tática da final da Copa do Mundo histórico de finais Argentina x Alemanha regras do VAR na Copa do Mundo