# Análise: Santos compete, mas lesões travam remontada na Copa do Brasil

> O Santos foi eliminado da Copa do Brasil após empate sem gols com o Palmeiras na Vila Belmiro. A equipe santista competiu em campo, mas as lesões de jogadores-chave e a falta de eficiência ofensiva impediram a remontada necessária para avançar de fase. O resultado confirmou a superioridade palmeirense no confronto.

*Justiça Desportiva · Futebol · 03 de setembro de 2026 · Dr. Faustino Aragão Belluci*

O Santos deixou a Copa do Brasil sem a remontada após empate sem gols com o Palmeiras na Vila Belmiro. O time competiu, mas lesões e falta de gols pesaram. Entenda a análise da eliminação.

O Santos deixou a Copa do Brasil sem conseguir a remontada que parecia improvável desde a derrota por 3 a 0 no jogo de ida. O empate sem gols com o Palmeiras, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, mostrou uma equipe diferente daquela que foi dominada no Nubank Parque. O Peixe teve iniciativa e competiu melhor, mas esbarrou em um problema recorrente: faltou transformar volume em chances claras e gols, enquanto o rival criou as melhores oportunidades.

A necessidade de marcar pelo menos três vezes obrigou o Santos a assumir o protagonismo. A equipe de Cuca adiantou linhas, recuperou bolas no campo ofensivo e contou com Neymar, Barreal e Bontempo para acelerar as jogadas. O problema esteve no último terço. O time chegou com frequência à área palmeirense, mas encontrou uma defesa compacta e confortável. Faltaram infiltrações e finalizações. Neymar obrigou Carlos Miguel a trabalhar em cobrança de falta, e Lucas Veríssimo desperdiçou boa oportunidade ao não dominar a bola.

A missão complicou ainda mais com problemas físicos. Barreal deixou o campo na primeira etapa, Neymar sentiu a coxa direita aos 44 minutos e não voltou para o segundo tempo, e Lucas Veríssimo saiu no intervalo. As baixas tiraram do Santos dois de seus principais criadores justamente quando a pressão precisava aumentar.

Cuca tentou compensar: recuou Willian Arão para a defesa, deixou Christian Oliva como único volante e colocou Rony, Rollheiser, Moisés e Davizinho na tentativa de reação. A estratégia aumentou homens à frente, mas não tornou o Santos mais perigoso. O Palmeiras encontrou espaços para contra-atacar, e Vitor Roque teve uma das melhores chances do segundo tempo. As tentativas santistas vieram de média distância, com chutes de Rony e Davizinho.

A atuação reforça que a classificação foi perdida no primeiro confronto. O Santos não repetiu o desempenho ruim da derrota por 3 a 0, mas carregava desvantagem que exigia partida perfeita. O Peixe mostrou organização e intensidade, dando sequência aos sinais positivos da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no domingo. Mas competir não era suficiente. A eliminação deixa sensação clara: o Santos não caiu por ser inferior nos 90 minutos na Vila, mas porque não conseguiu fazer o resultado que a própria atuação no jogo de ida tornou necessário. A melhora existe, mas falta o que mais pesa em jogos decisivos: transformar bons momentos em vantagem no placar.

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