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Análise Londrina: dificuldades ofensivas contra Botafogo-SP e busca por encaixe

ResumoO Londrina empatou sem gols com o Botafogo-SP na 18ª rodada da Série B. A equipe de Rogério Micale registrou 18 finalizações, mas a maioria ocorreu em lances isolados, evidenciando dificuldades na construção ofensiva. O time busca melhor encaixe no ataque para evoluir na competição.

O Londrina empatou sem gols com o Botafogo-SP pela 18ª rodada da Série B e mostrou dificuldades na construção ofensiva. Com 18 finalizações, a maioria em lances isolados, o time de Rogério Micale busca melhor encaixe no ataque para evoluir na competição.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 19 de julho de 2026
Análise Londrina: dificuldades ofensivas contra Botafogo-SP e busca por encaixe

Análise: Londrina mostra dificuldades contra o Botafogo-SP e busca melhor encaixe ofensivo

O Londrina deixou claro o processo de reconstrução que vem passando nesta reta final de primeiro turno da Série B do Brasileiro. No empate sem gols com o Botafogo-SP, no VGD, pela 18ª rodada, o time não conseguiu se acertar no ataque, com dificuldades principalmente na construção das jogadas ofensivas. O técnico Rogério Micale fez apenas uma troca em relação ao empate do jogo anterior, contra o América-MG. Sem Tárik, suspenso, o treinador optou pelo zagueiro Wallace atuando como primeiro volante, à frente da linha defensiva. A principal questão no jogo foi o desempenho ofensivo, desde a criação até a conclusão. O Londrina até criou chances, principalmente no primeiro tempo, e teve 18 finalizações, mas a maioria delas em lances isolados ou de bola parada. Micale apostou mais uma vez no trio de frente com Vitinho pela direita.

O esquema tático e a mudança no meio-campo

A única alteração no time titular em relação à rodada anterior foi a entrada de Wallace no lugar de Tárik. O zagueiro de origem atuou como primeiro volante, posicionado à frente da linha defensiva. Essa mudança, segundo a análise tática, visou dar mais proteção à defesa, mas impactou a transição ofensiva. Sem um volante de ofício na função, o Londrina perdeu em fluência na saída de bola. A bola parada, aliás, foi um dos poucos recursos que geraram perigo real ao gol adversário. O time tentou explorar jogadas aéreas, mas sem sucesso concreto.

18 finalizações: volume sem efetividade

O número de 18 finalizações pode sugerir um ataque pressionante, mas a análise detalhada mostra outro cenário. A maioria das tentativas veio de lances isolados, sem construção coletiva. Chutes de fora da área, cabeceios sem ângulo e conclusões após rebotes foram o padrão. A equipe não conseguiu infiltrar a defesa do Botafogo-SP com passes em profundidade ou jogadas trabalhadas. O trio ofensivo, com Vitinho pela direita, teve dificuldade para se conectar. A ausência de um meia articulador que ligasse o meio ao ataque foi evidente. O Londrina finalizou, mas não assustou o goleiro adversário de forma consistente.

O desafio do encaixe ofensivo para Rogério Micale

O técnico Rogério Micale, que comandou a seleção olímpica em 2016, tem o desafio de encontrar o encaixe ofensivo ideal. Com a Série B exigindo regularidade, o time precisa transformar volume em gols. O empate sem gols contra o Botafogo-SP escancara a dificuldade: a equipe cria, mas não finaliza com qualidade. A aposta no trio de frente com Vitinho é uma das tentativas, mas a falta de um armador nato limita as opções. O contrato do atleta com o clube, nesse contexto, precisa ser lido pela ótica da produtividade: cláusula mal escrita custa milhões, e a ineficiência ofensiva pode custar pontos preciosos na tabela.

Bola parada como alternativa e limitação

A bola parada foi o recurso que mais gerou chances claras para o Londrina. Escanteios e faltas laterais foram a principal fonte de perigo. No entanto, a dependência desse tipo de jogada revela a fragilidade na construção ofensiva em movimento. Contra defesas bem postadas, como a do Botafogo-SP, o time não encontrou espaços. A análise mostra que, sem um plano B para furar bloqueios, o Londrina fica refém de lances de sorte ou de jogadas individuais. O técnico Micale terá que trabalhar a variação tática para os próximos jogos.

O que esperar do Londrina na sequência da Série B

O processo de reconstrução do Londrina é evidente. O time mostra solidez defensiva em alguns momentos, mas o ataque precisa de ajustes. A busca por um melhor encaixe ofensivo passa por encontrar um meia que possa centralizar as jogadas ou por mudanças no posicionamento do trio de frente. A comissão técnica de Micale tem a semana de treinos para corrigir as falhas. O próximo compromisso será um teste para ver se as dificuldades contra o Botafogo-SP foram pontuais ou um padrão. Para o torcedor, a paciência é necessária, mas a cobrança por resultados imediatos na Série B é constante.

Perguntas Frequentes

Por que o Londrina teve dificuldades ofensivas contra o Botafogo-SP?

A principal dificuldade foi na construção das jogadas, com a maioria das 18 finalizações saindo de lances isolados ou de bola parada, sem criação coletiva.

Qual foi a mudança tática de Rogério Micale para o jogo?

Sem Tárik, suspenso, Micale escalou o zagueiro Wallace como primeiro volante, à frente da linha defensiva, mantendo o restante do time.

O Londrina criou chances reais de gol na partida?

Sim, principalmente no primeiro tempo, mas as finalizações foram em sua maioria de fora da área ou em jogadas de bola parada, sem efetividade.

Como o trio ofensivo do Londrina se comportou?

O trio, com Vitinho pela direita, teve dificuldade de se conectar e não conseguiu infiltrar a defesa do Botafogo-SP com passes em profundidade.

O que o Londrina precisa melhorar para os próximos jogos?

O time precisa encontrar um melhor encaixe ofensivo, seja com um meia articulador ou com ajustes no posicionamento do ataque, para transformar volume em gols.

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