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Análise: Grêmio é fogo de palha e fica no 0 a 0 com o Inter

ResumoO Grêmio empatou em 0 a 0 com o Internacional no Beira-Rio, na ida das quartas de final da Copa do Brasil. O time de Porto Alegre teve bom início com Krovinovic como referência, mas o desempenho foi considerado fogo de palha. A decisão da vaga fica em aberto para o jogo de volta.

O Grêmio até ensaiou um bom início no Beira-Rio, com Krovinovic como referência, mas o futebol apresentado foi fogo de palha. O 0 a 0 com o Inter na ida das quartas da Copa do Brasil deixa a decisão em aberto.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 28 de agosto de 2026
Análise: Grêmio é fogo de palha e fica no 0 a 0 com o Inter

O futebol não vive de lógica, mas nesta quinta-feira ela imperou no Beira-Rio. O Gre-Nal terminou em 0 a 0, sem gols e sem brilho, na ida das quartas de final da Copa do Brasil. O Grêmio, que iniciou bem, não conseguiu manter o desempenho e precisou se contentar com o empate diante do Internacional.

Quem viu os primeiros minutos do clássico pode ter se surpreendido com o Tricolor. Houve boas trocas de passes, alguns até de primeira, e uma equipe que melhorava em relação a si mesma. Krovinovic era o centro e acrescentou qualidade ao meio-campo. Mas foi fogo de palha, que começa forte e logo se apaga. O time não transformou o volume em chances perigosas. Na melhor delas, Mercado fez desarme preciso em Carlos Vinicius na entrada da área e evitou o que poderia ser o lance mais perigoso do Grêmio.

O empate em 0 a 0, do ponto de vista contratual e tático, não é um mau resultado para o Grêmio, mas expõe um risco: a falta de consistência ofensiva. A cláusula de desempenho, que se materializa na necessidade de vencer no jogo de volta, agora pesa sobre o time. O regulamento da Copa do Brasil, que elimina em caso de novo empate, exige que o Grêmio encontre um caminho para furar a defesa adversária.

Na volta, o Tricolor precisa melhorar a transição entre meio e ataque, algo que Krovinovic tentou orquestrar, mas sem sucesso pleno. A lição do Beira-Rio é clara: futebol de posse sem profundidade não vence clássico. O jogo de volta será decidido nos detalhes, e o Grêmio precisa transformar posse em finalização.

O risco contratual a observar: se o Grêmio repetir a atuação apagada do segundo tempo, a vaga nas semifinais fica comprometida. A decisão está em aberto, e o fator casa pode pesar, mas só se o time mostrar mais do que fogo de palha.

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