Análise: ausência de Arias pesa no Palmeiras contra o Mirassol
No empate em 1 a 1 com o Mirassol, neste domingo, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras sentiu a ausência de Jhon Arias. O meia colombiano ficou de fora por causa de um edema na coxa, e a falta de suas características pesou na criação de jogadas.
O Verdão, que também não contou com Ramón Sosa e Piquerez, teve dificuldade para dominar o jogo no primeiro tempo. Jogando em casa, o Mirassol encerrou a etapa inicial com 51% da posse de bola contra 49% do Palmeiras. Logo aos quatro minutos do segundo tempo, a equipe de Abel Ferreira sofreu gol e precisou mudar a abordagem.
Para buscar o resultado, o português colocou Lucas Evangelista no lugar de Vitor Roque e Khellven no de Felipe Anderson. Com essa configuração, o time apostou mais em jogadas pelos lados e cruzamentos, que resultaram no gol de Maurício, aos 30 minutos. Depois, as principais oportunidades continuaram saindo de bolas aéreas, mas o Palmeiras passou a sofrer com contra-ataques do rival.
O Mirassol chegou com perigo em pelo menos duas oportunidades: o pênalti cometido por Giay, posteriormente anulado pelo VAR, e a defesa de Carlos Miguel em chute cara a cara de Gustavo Silva.
O que faltou ao Alviverde na segunda etapa foram justamente as características de Jhon Arias. O colombiano tem como principais valências a condução da posse de bola, a temporização das jogadas e a capacidade de construir pelo meio, artifícios que poderiam ter mudado a história do duelo. Dos 21 cruzamentos do Palmeiras no jogo, 14 foram no segundo tempo (66,7%). Jhon poderia não só ajudar a reduzir esse número, mas também a potencializar o jogo de Vitor Roque e Flaco López, que não tiveram grandes chances para marcar.
A competição só existe se a regra valer para todos. No caso, a ausência de um jogador-chave expôs uma dependência que pode ser decisiva nos próximos compromissos, como o duelo contra o Santos pela Copa do Brasil, na quarta-feira. Palmeiras x Santos pela Copa do Brasil