Antonelli larga no fim em Monza e encara teste na F1 2026
Kimi Antonelli, líder do Mundial de F1 2026, enfrenta neste domingo, no GP da Itália, em Monza, o que pode ser o maior teste de sua jovem carreira. O piloto da Mercedes, de 20 anos, vai largar na última fila do grid após a equipe optar pela troca completa da unidade de potência, punição que o coloca atrás de todos os concorrentes diretos na pista mais veloz do calendário.
A escolha da equipe não é por acaso. Monza é a pista que oferece a melhor chance de recuperação em relação a um grid ruim, com longos trechos de reta e vários pontos de ultrapassagem. Com um dos melhores carros da temporada, a projeção é que Antonelli não tenha dificuldades para chegar entre os oito primeiros. A questão, segundo o jornalista Rodrigo França, é outra: a maturidade do jovem em uma prova em que o erro custa caro na briga pelo título.
Correndo em casa, Antonelli chega embalado pelo 2º lugar no GP da Holanda, resultado que o manteve na liderança do campeonato. Mas a pressão em Monza é diferente. A torcida italiana espera uma recuperação espetacular, e a corrida pode definir o tom da reta final da temporada. A punição no grid, embora planejada, transforma a prova em um teste de consistência: saber administrar a remontada sem se envolver em incidentes.
O cenário favorece a Mercedes em termos de performance pura. A característica de alta velocidade de Monza, aliada à potência do motor, tende a minimizar a desvantagem da posição de largada. Para Antonelli, o desafio é mental. Uma prova sólida, mesmo sem vitória, pode consolidar sua posição na liderança. Um erro, por outro lado, pode abrir espaço para os rivais na disputa pelo título.
A largada do GP da Itália será o primeiro capítulo dessa narrativa. Resta saber se o jovem piloto confirma a projeção de chegar entre os primeiros e transforma a punição em um passo a mais rumo ao título, ou se a pressão de correr em casa, somada ao grid desfavorável, será um obstáculo além do esperado.