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Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino após recuo

ResumoUefa e Concacaf mantêm pressão sobre Gianni Infantino após a retirada do plano Fifa Forward Enterprise. As confederações exigem revisão da governança da Fifa e restauração da confiança institucional. A postura crítica das entidades regionais reflete insatisfação com a gestão do presidente da Fifa e com a falta de transparência nos processos decisórios.

Uefa e Concacaf endurecem críticas a Gianni Infantino após retirada do plano Fifa Forward Enterprise. Confederações exigem revisão da governança da Fifa e restauração da confiança.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 03 de agosto de 2026
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino após recuo

Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado

Uefa e Concacaf fizeram, neste sábado (1º), duras críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. As confederações consideram que o dirigente ítalo-suíço perdeu a confiança, mesmo após a retirada do polêmico plano de abrir as competições internacionais a investidores privados. O movimento ocorre a menos de um ano do fim do mandato de Infantino, único candidato às eleições de março de 2027.

A pressão sobre Infantino não cessou com o recuo. Na noite de sexta-feira, ele anunciou, em comunicado, a retirada do projeto de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), sociedade aberta a investidores privados para gerir atividades comerciais de eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. A proposta, revelada na terça-feira, foi massivamente rejeitada, sobretudo pela Uefa, que ameaçou não participar das competições da Fifa.

O que mudou após a retirada do plano?

A retirada do projeto não encerrou a crise de confiança. Em comunicado divulgado neste sábado, a Uefa descreveu o abandono como uma "vitória para o futebol como um todo", mas ressaltou que isso não deve "marcar o fim da história". A entidade, que representa 55 federações europeias, afirmou que "a tarefa de restaurar a confiança na Fifa está apenas começando".

A Uefa, dirigida por Aleksander Ceferin, critica diretamente Infantino, lembrando que, antes de sua eleição em 2016, ele defendeu transparência e garantiu que o dinheiro da Fifa pertencia às associações-membro. "Ele não cumpriu essas duas promessas", acusa a nota. O projeto foi descrito como "raquítico, opaco e arquitetado nos bastidores".

A resposta das confederações

A Concacaf, que sediou a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, também reagiu. Em comunicado, a entidade afirmou que "uma proposta desta magnitude não chega a essa etapa por acidente", refletindo "uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar". A confederação pediu "uma revisão integral desta liderança", sem citar Infantino nominalmente.

As federações da Inglaterra (FA) e da Alemanha (DFB) também criticaram a Fifa. O presidente da DFB, Bernd Neuendorf, afirmou que Infantino "agiu de maneira unilateral, sem transparência e, em última instância, de forma irresponsável". A FA defendeu "uma análise profunda e rigorosa da direção e da governança da Fifa".

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) comemorou a retirada, defendendo o "diálogo coletivo e o respeito às estruturas de governança". Já as confederações da África e da Oceania adotaram postura menos crítica, pedindo que suas associações "examinassem" e "avaliassem" o projeto. A Conmebol pediu "informações adicionais e esclarecimentos".

O que a Uefa propõe agora?

A Uefa defende a criação de "um novo método de distribuição de recursos por meio do já existente programa Fifa Forward", usando parte das reservas financeiras da entidade, estimadas em US$ 5 bilhões (R$ 25,3 bilhões). "Devemos começar a usar parte do dinheiro parado na conta bancária da Fifa para dar o incentivo necessário ao futebol de base", escreveu a entidade, acrescentando que "não precisamos vender as joias da família para financiar isso".

Se o projeto tivesse avançado, cada associação-membro receberia US$ 20 milhões (R$ 101,5 milhões) no início de 2027, com verba para 2027-2030 aumentada de US$ 8 milhões (R$ 40,6 milhões) para US$ 20 milhões.

Perguntas Frequentes

Por que Uefa e Concacaf continuam pressionando Infantino?

As confederações consideram que o dirigente perdeu a confiança, mesmo após a retirada do plano. A Uefa afirma que a tarefa de restaurar a confiança na Fifa está apenas começando.

O que era o plano Fifa Forward Enterprise?

Era uma sociedade aberta a investidores privados para gerir atividades comerciais de eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. O projeto foi retirado após rejeição massiva.

Quais confederações apoiaram a retirada?

A AFC comemorou a retirada. África e Oceania pediram exame do projeto, enquanto a Conmebol pediu esclarecimentos.

O que a Uefa propõe no lugar?

A Uefa sugere usar parte das reservas financeiras da Fifa, estimadas em US$ 5 bilhões, para financiar o futebol de base via programa Fifa Forward.

Fifa Forward e a distribuição de recursos Governança no futebol e transparência Eleições na Fifa em 2027

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