Salário de Infantino sextuplicaria com venda de ações da Fifa
A Fifa desistiu de criar a Fifa Forward Enterprise, empresa com capital privado para gerir a Copa do Mundo. Segundo o jornal The Times, se o plano fosse aprovado, o salário de Gianni Infantino cresceria seis vezes, chegando a um valor muito superior aos US$ 4,8 milhões atuais.
Salário de Infantino cresceria seis vezes se plano de vender ações da Fifa fosse aprovado
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, viu seu plano de criar uma empresa para operar as principais competições com venda de ações a investidores ser inviabilizado. A rejeição veio de confederações, com destaque para a Uefa. Segundo reportagem do jornal inglês The Times, se a Fifa Forward Enterprise (FFE) fosse criada, o salário de Infantino se tornaria seis vezes maior.
O plano consistia em criar a FFE, uma empresa com capital privado que gerenciaria a Copa do Mundo e outros torneios da entidade. A proposta, no entanto, não resistiu à pressão política. A Uefa, principal confederação europeia, liderou a oposição, e o projeto foi abandonado.
O que é a Fifa Forward Enterprise (FFE)?
A Fifa Forward Enterprise seria uma empresa separada da Fifa, com estrutura própria de capital. A ideia era atrair investidores privados, que comprariam ações da nova companhia. Em troca, esses investidores teriam participação nos lucros gerados pelas competições.
O modelo não é novo no esporte. Clubes e ligas ao redor do mundo já usam estruturas similares para levantar capital. Mas, no caso da Fifa, a operação envolveria as competições mais valiosas do futebol, como a Copa do Mundo.
Por que a Uefa rejeitou o plano?
A Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, foi a principal voz contra a FFE. A confederação europeia perdeu a confiança em Infantino como presidente da Fifa, segundo comunicado oficial. A rejeição não foi apenas institucional, mas também política.
A preocupação central era a perda de controle sobre a gestão das competições. Ao abrir capital para investidores privados, a Fifa dividiria o poder de decisão com acionistas. Para a Uefa, isso representava um risco à governança do futebol mundial.
Impacto no salário de Infantino
O revés no projeto teve consequências diretas no bolso do dirigente. Em relatório de transparência publicado em seu site oficial, a Fifa divulgou que o salário anual de Infantino em 2025 foi de US$ 4,8 milhões brutos, cerca de R$ 25 milhões à época. O salário-base foi de US$ 2,6 milhões, com valores adicionais.
Se a FFE fosse criada, esse valor saltaria seis vezes. Ou seja, o salário anual de Infantino passaria de US$ 4,8 milhões para aproximadamente US$ 28,8 milhões brutos. O cálculo considera apenas a multiplicação informada pelo The Times, sem outros ajustes.
Composição da remuneração atual
O relatório da Fifa detalha a composição do salário de 2025:
- Salário-base: US$ 2,6 milhões
- Valor total bruto: US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 25 milhões à época)
- Diferença entre base e total: US$ 2,2 milhões, relativa a bônus e outros benefícios
A estrutura atual já é robusta, mas o plano da FFE elevaria o patamar a outro nível.
A derrota institucional e política
Para além do impacto financeiro, a desistência do projeto representa uma derrota dupla. No campo institucional, Infantino viu sua proposta ser rejeitada pelas confederações. No campo político, a relação com a Uefa ficou ainda mais estremecida.
A Uefa já havia manifestado publicamente a perda de confiança no presidente da Fifa. Esse episódio agravou o cenário. O dirigente, que comanda a entidade máxima do futebol desde 2016, enfrenta um dos momentos mais turbulentos de sua gestão.
O que muda para o futebol mundial?
A desistência da FFE mantém o modelo atual de governança da Fifa. As competições continuarão sendo geridas diretamente pela entidade, sem a participação de acionistas privados. Isso preserva o controle das confederações sobre as decisões estratégicas.
Para os investidores que se interessavam pelo projeto, a oportunidade se encerra. Para os clubes e ligas, o cenário permanece o mesmo. A principal mudança é política: a relação entre Fifa e Uefa, que já era delicada, tende a se deteriorar ainda mais.
O risco contratual a observar
Quem acompanha o futebol pela lente contratual precisa observar um ponto: a estrutura de remuneração de dirigentes de entidades esportivas. O caso Infantino mostra como cláusulas de incentivo atreladas a projetos específicos podem gerar ganhos expressivos.
No contrato de um presidente de federação, a remuneração variável costuma estar ligada a metas de receita ou expansão. Se a FFE fosse aprovada, o salário de Infantino sextuplicaria, o que indica que o plano previa uma recompensa direta para o dirigente.
A lição para atletas e agentes é clara: cláusula mal escrita custa milhões. No caso da Fifa, a cláusula que ligava o salário ao projeto foi escrita, mas o projeto não saiu do papel. O risco ficou evidente.
Perguntas Frequentes
Qual era o plano da Fifa Forward Enterprise?
A FFE seria uma empresa com capital privado para gerenciar as principais competições da Fifa, como a Copa do Mundo, com venda de ações a investidores.
Quanto ganhou Gianni Infantino em 2025?
Segundo relatório de transparência da Fifa, o salário anual de Infantino em 2025 foi de US$ 4,8 milhões brutos, cerca de R$ 25 milhões à época.
Por que o plano da FFE foi inviabilizado?
O plano sofreu grande rejeição de confederações, em especial da Uefa, que perdeu a confiança em Infantino como presidente da Fifa.
O salário de Infantino aumentaria quanto com a FFE?
Segundo o jornal The Times, o salário de Infantino se tornaria seis vezes maior, ou seja, passaria de US$ 4,8 milhões para cerca de US$ 28,8 milhões anuais.
A Fifa comentou a reportagem do The Times?
A fonte original não menciona manifestação oficial da Fifa sobre a reportagem. A entidade publicou apenas o relatório de transparência com os valores salariais.