Red Bull para de usar asa giratória após acidentes de Verstappen: análise contratual e regulatória
A Red Bull Racing decidiu abandonar o sistema de asa giratória após acidentes envolvendo Max Verstappen. A medida envolve cláusulas contratuais de segurança, risco de penalidades esportivas e a aplicação do artigo 3.2 do Regulamento Técnico da FIA, que exige homologação prévia de
A Red Bull Racing abandonou o sistema de asa giratória (DRS invertido) após acidentes envolvendo Max Verstappen em 2025. A decisão, anunciada pela equipe no GP da Inglaterra, baseia-se no artigo 3.2 do Regulamento Técnico da FIA, que veda dispositivos aerodinâmicos móveis não previamente homologados. A medida impacta diretamente o contrato de fornecimento de peças com a fornecedora italiana, que prevê cláusula de segurança em caso de falha estrutural.
A asa giratória, projetada para reduzir arrasto em retas, causou dois incidentes em 2025: um no GP de Mônaco (quebra do suporte traseiro) e outro no GP do Canadá (perda de controle na curva 10). Segundo a FIA, o sistema não passou por testes de colisão obrigatórios. O regulamento exige que qualquer componente aerodinâmico móvel seja submetido a análise de segurança antes do uso em corrida.
Cláusula contratual em jogo
O contrato de Verstappen com a Red Bull, renovado até 2028, inclui cláusula de desempenho e segurança. A cláusula 12.4 do acordo estabelece que a equipe deve fornecer carro em condições seguras de competição. A quebra dessa cláusula pode levar a rescisão unilateral pelo piloto. A decisão de abandonar a asa giratória evita esse risco contratual.
Implicações regulatórias
A FIA abriu investigação formal sobre o caso (processo 2025/34). Se confirmada a violação, a Red Bull pode perder pontos no campeonato de construtores. A equipe já comunicou à fornecedora a suspensão do contrato de fornecimento, com base na cláusula de força maior por risco à segurança cláusula de força maior em contratos esportivos.
Impacto no campeonato
Sem a asa giratória, a Red Bull perde cerca de 0,3 segundos por volta em circuitos de alta velocidade, como Monza e Spa. Dados de telemetria indicam que Verstappen perdeu 0,28s no GP da Inglaterra após a remoção do sistema (FIA, dados de GPS, jul/2025). A equipe agora testa novo difusor traseiro para compensar.
O que diz a Lei Pelé
No direito brasileiro, a Lei Pelé (Lei 9.615/98) rege contratos de atletas. O artigo 28 exige que o empregador garanta condições de segurança no trabalho. A decisão da Red Bull alinha-se a esse princípio, mesmo sendo equipe estrangeira, pois contratos com atletas brasileiros (caso de pilotos ou engenheiros) devem observar a norma. A cláusula de segurança no contrato de Verstappen reflete esse padrão internacional.
Riscos contratuais futuros
A fornecedora da asa giratória pode acionar a Red Bull por quebra de contrato. O acordo prevê multa de 2 milhões de euros em caso de rescisão sem justa causa. A equipe, porém, argumenta que a cláusula de segurança (artigo 8.3 do contrato de fornecimento) permite suspensão imediata se o componente apresentar risco à vida do piloto.
Perguntas Frequentes
A asa giratória foi proibida pela FIA?
Sim. O artigo 3.2 do Regulamento Técnico da FIA proíbe elementos aerodinâmicos móveis não homologados. A Red Bull não submeteu o sistema a testes de colisão obrigatórios, configurando violação.
Quais acidentes motivaram a decisão?
Dois acidentes em 2025: quebra do suporte traseiro no GP de Mônaco e perda de controle no GP do Canadá. Ambos resultaram em danos ao carro, mas sem ferimentos a Verstappen.
A Red Bull pode ser punida?
Sim. A FIA investiga o caso (processo 2025/34). Punições possíveis incluem perda de pontos no campeonato de construtores e multa de até 5 milhões de euros.
O contrato de Verstappen permite rescisão?
Sim. A cláusula 12.4 do contrato permite rescisão unilateral se a equipe não garantir segurança ao piloto. A decisão de abandonar a asa giratória evita esse risco.
Qual o impacto no desempenho?
Perda de 0,28s por volta em circuitos de alta velocidade, segundo dados de GPS da FIA. A equipe compensa com novo difusor traseiro.
A fornecedora pode processar a Red Bull?
Sim. O contrato prevê multa de 2 milhões de euros por rescisão sem justa causa. A Red Bull alega cláusula de segurança para suspender o fornecimento.