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Óculos Meta no Bahia: Análise do treino de Luciano Juba

ResumoO uso de óculos Meta por Luciano Juba durante treino no Bahia expõe riscos legais relacionados a direitos de imagem e contratos de atleta. A gravação pode violar cláusulas contratuais que protegem jogadores e clubes, exigindo análise de autorização prévia e propriedade do conteúdo gerado.

Luciano Juba usou óculos Meta em treino no Bahia. A gravação levanta questões sobre direitos de imagem e contratos de atleta. Entenda os riscos legais e as cláusulas que protegem jogadores e clubes.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 16 de julho de 2026
Óculos Meta no Bahia: Análise do treino de Luciano Juba

Óculos Meta no Bahia: Um dia de treino de Luciano Juba

Luciano Juba, atleta do Bahia, utilizou os óculos Meta durante um treino, gerando repercussão nas redes. O dispositivo gravou imagens do ambiente esportivo, levantando questões sobre direitos de imagem e cláusulas contratuais. A Lei Pelé (Lei nº 9.615/98) regula o uso da imagem do atleta, e qualquer gravação sem autorização pode violar o contrato de trabalho.

O dispositivo da Meta grava vídeos em primeira pessoa, capturando cenas do treino, como exercícios táticos e conversas com comissão técnica. A gravação, compartilhada nas redes, expõe o atleta e o clube a riscos contratuais.

Direitos de imagem no contrato de atleta

O direito de imagem é patrimonial e negociado entre atleta e clube. A Lei Pelé, em seu artigo 87-A, permite que o atleta ceda o uso de sua imagem para exploração comercial. No entanto, a gravação de treinos com dispositivos pessoais pode conflitar com cláusulas de confidencialidade.

Segundo a Lei Pelé (Lei nº 9.615/98), o atleta tem direito à imagem, mas o clube pode exigir exclusividade. O contrato de Luciano Juba com o Bahia provavelmente inclui cláusulas que proíbem gravações internas sem autorização.

Cláusula de confidencialidade e riscos

A cláusula de confidencialidade protege estratégias táticas e negociações. Treinos fechados, como os do Bahia, têm acesso restrito. A gravação com óculos Meta pode quebrar essa cláusula, gerando multa contratual.

O regulamento da FIFA sobre direitos de imagem (FIFA RSTP, artigo 21) estabelece que o atleta deve respeitar a privacidade do clube. A gravação não autorizada pode ser considerada violação contratual.

Impacto nas redes e exposição

Luciano Juba compartilhou o vídeo nas redes sociais, ampliando a exposição. Isso pode ser positivo para o engajamento, mas o clube pode questionar o uso não autorizado da marca.

O contrato de imagem do atleta com o Bahia provavelmente exige aprovação prévia para conteúdo que mostre o clube. A gravação com óculos Meta, sem autorização, pode gerar conflito.

Regulamentação da tecnologia no esporte

A tecnologia wearable, como óculos Meta, ainda não tem regulamentação específica no futebol brasileiro. A CBF não possui norma sobre gravações em treinos. O clube pode criar regras internas para proibir dispositivos.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também se aplica. A gravação de colegas de equipe sem consentimento pode violar a privacidade.

Perguntas Frequentes

Luciano Juba pode ser multado por usar óculos Meta no treino?

Sim, se o contrato proibir gravações não autorizadas. A multa pode ser contratual ou disciplinar.

O Bahia pode exigir a exclusão do vídeo?

Sim, se a gravação violar cláusula de confidencialidade ou direitos de imagem do clube.

A LGPD se aplica à gravação de treinos?

Sim, a LGPD protege dados pessoais, incluindo imagem de colegas. A gravação sem consentimento pode ser ilegal.

Qual o risco para o atleta em compartilhar o vídeo?

Risco de multa contratual, rescisão por justa causa ou processo por violação de imagem.

O uso de óculos Meta é permitido em treinos da CBF?

Não há regulamentação específica. Cada clube define regras internas.

Luciano Juba pode perder direitos de imagem com o Bahia?

Se houver violação contratual, o clube pode suspender ou rescindir o contrato de imagem.

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