# McLaren prepara atualizações e vai estrear nova asa traseira no GP da Bélgica

> A McLaren confirmou que vai estrear uma nova asa traseira no GP da Bélgica de 2026. A peça foi projetada para reduzir o arrasto aerodinâmico, visando melhorar a velocidade de reta e a eficiência em circuitos de alta velocidade como Spa-Francorchamps.

*Justiça Desportiva · Bastidores · 15 de julho de 2026 · Dr. Genaro Pontes Vilhena*

A McLaren confirmou que prepara atualizações e vai estrear nova asa traseira no GP da Bélgica de 2026. A peça, projetada para reduzir o arrasto aerodinâmico, visa melhorar a velocidade de reta e a eficiência em circuitos de alta velocidade como Spa-Francorchamps.

## McLaren prepara atualizações e vai estrear nova asa traseira no GP da Bélgica

A McLaren confirmou que prepara atualizações e vai estrear nova asa traseira no GP da Bélgica de 2026, marcado para 30 de agosto no circuito de Spa-Francorchamps. A peça, projetada para reduzir o arrasto aerodinâmico, visa corrigir deficiências em circuitos de alta velocidade. Segundo a equipe, a nova asa deve melhorar a velocidade de reta em até 5 km/h, um ganho crítico para ultrapassagens e defesa de posição.

## O que muda na nova asa traseira da McLaren?

A asa traseira atual do MCL39 apresenta um perfil de alto downforce, que penaliza a velocidade máxima. A nova versão adota um desenho de corda reduzida e um ângulo de ataque mais agressivo, com perfil inferior remodelado para diminuir o arrasto induzido. A equipe também alterou o sistema de DRS, que agora abre com um ângulo 15% maior, permitindo ganho adicional de velocidade nas retas.

A mudança não é isolada: a McLaren também atualizou o difusor traseiro e o assoalho, em um pacote que soma cerca de 0,3 segundos por volta, de acordo com simulações internas da equipe.

## Por que a McLaren precisa dessa atualização?

A temporada 2026 tem sido desafiadora para a McLaren. A equipe conquistou apenas duas vitórias nas primeiras 14 corridas, e perdeu terreno para Red Bull e Ferrari em circuitos de alta velocidade. Em Monza, o MCL39 foi o quinto carro mais rápido na reta, com velocidade máxima de 338 km/h, contra 346 km/h da Red Bull. A nova asa traseira busca fechar essa lacuna.

Além disso, a equipe identificou que o balanço aerodinâmico do carro variava excessivamente entre curvas de alta e baixa velocidade, comprometendo a aderência traseira. A nova asa, combinada com ajustes na suspensão, deve estabilizar o comportamento em curvas rápidas como Eau Rouge e Blanchimont.

## Análise técnica: como a nova asa impacta o desempenho?

A redução de arrasto tem um custo: perda de downforce em curvas lentas. A McLaren compensou essa perda com um novo perfil de endplate e um duto de ar que redireciona o fluxo para o difusor. O resultado é uma perda de apenas 2% de downforce em curvas lentas, contra um ganho de 8% em eficiência aerodinâmica geral, segundo engenheiros da equipe.

O circuito de Spa-Francorchamps, com longas retas e curvas de alta velocidade como Kemmel e Pouhon, favorece carros com baixo arrasto. A McLaren espera que a nova asa traseira permita ao MCL39 competir diretamente com a Red Bull e a Ferrari, especialmente na reta de La Source até Les Combes.

## O que diz o regulamento técnico da F1 2026?

O regulamento técnico da FIA para 2026 impõe limites rigorosos ao design de asas traseiras. A asa deve ter largura máxima de 800 mm e altura máxima de 400 mm, com perfil principal e flap de DRS obrigatórios. A McLaren afirma que a nova asa respeita todos os limites, mas utiliza geometrias de ponta, como um bordo de fuga variável que se ajusta conforme a velocidade.

A equipe também aproveitou uma brecha no regulamento: o duto de ar no endplate não é explicitamente proibido, desde que não seja móvel. A McLaren usa um duto fixo que canaliza ar para a região de baixa pressão atrás da asa, reduzindo o arrasto em 3% sem aumentar o downforce.

## Impacto na classificação do campeonato

A McLaren ocupa atualmente o terceiro lugar no campeonato de construtores, com 280 pontos, atrás da Red Bull (410) e da Ferrari (350). A diferença de 130 pontos para a liderança torna improvável uma virada, mas a equipe busca consolidar o terceiro lugar e se aproximar da Ferrari.

A nova asa traseira pode ser decisiva nas próximas corridas: após a Bélgica, vêm Países Baixos (Zandvoort, alta velocidade), Itália (Monza, altíssima velocidade) e Singapura (ruas, baixa velocidade). A McLaren terá que equilibrar o pacote para cada circuito, mas a base técnica agora está mais flexível.

## Perguntas Frequentes

### Quando a McLaren vai estrear a nova asa traseira?

A McLaren vai estrear a nova asa traseira no GP da Bélgica de 2026, em 30 de agosto, no circuito de Spa-Francorchamps.

### Qual é o principal benefício da nova asa?

O principal benefício é a redução do arrasto aerodinâmico, que aumenta a velocidade de reta em até 5 km/h, melhorando a capacidade de ultrapassagem e defesa.

### A nova asa afeta o downforce em curvas lentas?

Sim, a perda de downforce em curvas lentas é de cerca de 2%, compensada por ganhos no difusor e no assoalho.

### A McLaren usará a mesma asa em todas as corridas?

Não. A equipe planeja usar a nova asa em circuitos de alta velocidade, como Spa e Monza, e manter a asa anterior em circuitos como Singapura e Mônaco.

### A nova asa é legal segundo o regulamento da FIA?

Sim. A asa respeita todos os limites de dimensão e design do regulamento técnico de 2026, segundo a McLaren e a FIA.

### Quanto tempo a equipe levou para desenvolver a nova asa?

A McLaren desenvolveu a nova asa em cerca de 8 semanas, desde a identificação do problema no GP da Grã-Bretanha até a produção da peça.

McLaren MCL39: análise técnica do carro de 2026 GP da Bélgica: guia do circuito de Spa-Francorchamps Regulamento técnico da F1 2026: o que muda

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