Federer no Hall da Fama: revisita história e projeta futuro
Roger Federer será incluído no Hall da Fama Internacional do Tênis neste sábado, em Newport. Aos 45 anos, o suíço revisita uma carreira de 20 Grand Slams e 310 semanas como número 1, e projeta o futuro da modalidade.
Roger Federer será oficialmente incluído no Hall da Fama Internacional do Tênis na noite deste sábado, em Newport, nos Estados Unidos. Aos 45 anos, o suíço vive um momento diferente: pela primeira vez, não há troféu em disputa. O prêmio é entrar na galeria de lendas da modalidade.
A homenagem reconhece uma carreira que produziu números extraordinários. Federer encerrou a carreira profissional em 2022, com 20 títulos de Grand Slam e 103 troféus de simples no circuito. Ele permaneceu por 310 semanas como número 1 do mundo, sendo 237 semanas consecutivas no topo, um recorde que simboliza o domínio exercido durante boa parte dos anos 2000.
"Sou uma pessoa emotiva, então acho que o Hall da Fama me permite olhar para trás e apreciar de verdade tudo o que conquistei e o que representarei", disse Federer. "Acho que o mais importante é um agradecimento enorme a todos que me ajudaram a chegar até aqui."
O suíço também projetou o futuro do tênis. "Espero ter representado bem o esporte. Mas, acima de tudo, espero ter ajudado a conduzi-lo na direção certa por meio de todas as conversas que tivemos com os líderes da modalidade, seja do lado da ATP, com os torneios de Grand Slam, os jogadores ou os conselhos aos quais dediquei meu tempo", afirmou.
Antes da cerimônia, Federer voltou à Arthur Ashe Stadium, palco onde conquistou cinco títulos consecutivos do US Open. Em evento de exibição, foi ovacionado pelo público de Nova York. "É de dar nervoso, para ser sincero. Não jogo um único set há, talvez, cinco anos", disse antes de entrar em quadra.
Na ocasião, enfrentou Andy Roddick no simples e depois formou dupla com John McEnroe contra Roddick e Andre Agassi. O resultado ficou em segundo plano. O momento era de celebração, em uma noite marcada por homenagens, reencontros e lembranças.
A última participação oficial de Federer no US Open havia sido em 2019. Agora, no Hall da Fama, ele revisita a própria história e deixa claro que sua influência no tênis vai além das estatísticas.