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Francês se revolta com fisioterapeuta no US Open após atendimento recusado

O duelo entre Jaume Munar e Terence Atmane na primeira rodada do US Open foi longo, tenso e marcado por polêmica. No quinto set, o francês, número 92 do mundo, sentiu cãibras nas pernas e pediu atendimento médico, mas teve o pedido recusado pelas regras da ATP.

Irritado, Atmane discutiu com o fisioterapeuta. "Eu realmente preciso de tratamento agora. Não é cãibra, é dor. Você pode começar o tratamento e parar de ser estúpido? É possível ter um pouco de bom senso? Sim, eu conheço as regras, por isso pedi atendimento médico. Porque eu sei que não posso pedir com cãibra", disse Atmane.

A cena expõe uma particularidade do tênis profissional: cãibras não são consideradas condição médica elegível para atendimento durante a partida. O atleta, mesmo conhecendo a regra, tentou argumentar que o problema era dor, não cãibra, para conseguir o tratamento.

Nem toda injustiça esportiva está num estádio lotado; uma vaga olímpica pode ser decidida fora da pista. No caso, a decisão do fisioterapeuta, respaldada pelas regras da ATP, pode ter impacto direto na carreira do jovem francês, que buscava avançar no Grand Slam americano.

A discussão ocorreu em um contexto de emoções à flor da pele: no mesmo dia, Novak Djokovic passou mal e caiu na primeira rodada para o argentino Mariano Navone, em partida que terminou 3 a 2. A premiação do US Open também foi tema, com Sabalenka celebrando o aumento após protesto de jogadores.

Atmane, ao fim, seguiu com o tratamento recusado, mas a cena ficou registrada como exemplo dos limites rígidos das regras médicas no tênis. Para atletas amadores, o episódio serve de alerta: conhecer as regras é essencial, mas nem sempre garante o atendimento desejado.

Nayara Pilatti Rondon
Jornalista de esportes olímpicos e modalidades amadoras
Cobre vôlei, atletismo e judô; mostra a justiça desportiva além do futebol.
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