Bastidores

Espanha muda legislação e aumenta rigor sobre contratações de clubes

ResumoA Espanha aprovou nova legislação que exige que clubes da La Liga reportem integralmente as contratações de jogadores às autoridades financeiras. A medida cria a Anifi, agência dedicada a fiscalizar transferências, com objetivo de combater lavagem de dinheiro no futebol. Clubes espanhóis terão de detalhar valores, intermediários e origens de pagamentos.

O governo da Espanha prepara lei que obriga clubes da La Liga a informar detalhes de contratações às autoridades. Medida cria a Anifi e mira lavagem de dinheiro no futebol.

Nayara Pilatti Rondon
por Nayara Pilatti Rondon · 02 de setembro de 2026
Espanha muda legislação e aumenta rigor sobre contratações de clubes

O governo da Espanha está elaborando uma nova lei que vai obrigar os clubes da La Liga a informarem detalhes de suas contratações às autoridades. As equipes espanholas terão que identificar seus investidores e patrocinadores, com atenção especial à participação acionária referente às transferências de jogadores. De acordo com o jornal El País, o objetivo é impedir que o esporte se torne um centro de movimentações financeiras ilícitas.

A nova medida inclui o lançamento da Anifi (Autoridade Nacional de Integridade Financeira), que será responsável por supervisionar os acordos dos clubes no mercado. Com a regulamentação, o governo espanhol procura fechar uma das vias considerada risco nacional e internacional, uma vez que organizações criminosas a utilizam para lavar dinheiro e despistar o rigor dos bancos tradicionais.

O projeto de lei, que tem inspiração nas regulamentações econômicas da União Europeia, permite que clubes com volume de negócios anuais inferior a 5 milhões de euros sejam excluídos da nova medida. Esse decreto, portanto, não se aplica aos clubes das primeiras divisões da La Liga, já que suas contas ultrapassam facilmente o valor determinado.

Todos os detalhes das novas alterações estão incluídos na minuta do "Projeto de Lei Preliminar sobre medidas abrangentes relativas à prevenção do branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo", com a qual o governo espanhol pretende aplicar definitivamente na constituição do país até julho de 2027.

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