# Brasileira perde prata no Mundial de Jiu-Jítsu após doping

> Tayane Porfírio, faixa preta brasileira, perdeu a medalha de prata no Mundial de Jiu-Jítsu da IBJJF após teste positivo para metabólito do THC. A USADA aplicou suspensão reduzida de três meses, decisão aceita pela atleta. O caso resultou em desclassificação oficial e revisão do resultado da competição.

*Justiça Desportiva · Bastidores · 03 de setembro de 2026 · Dr. Faustino Aragão Belluci*

A faixa preta Tayane Porfírio perdeu a prata no Mundial de Jiu-Jítsu da IBJJF após testar positivo para metabólito do THC. USADA aplicou suspensão reduzida de três meses; atleta aceitou a decisão.

A brasileira Tayane Porfírio teve a medalha de prata conquistada no Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu da IBJJF anulada após testar positivo para um metabólito do THC, principal componente psicoativo da maconha. A decisão foi anunciada pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) nesta quarta-feira. O exame foi realizado durante o Mundial disputado entre os dias 28 e 31 de maio, na Califórnia. A amostra coletada após a competição apresentou níveis de Carboxy-THC acima do limite permitido pelas regras da Agência Mundial Antidoping (WADA).

Apesar do resultado positivo, a USADA reconheceu que Tayane comprovou que o consumo ocorreu fora do período de competição e não teve relação com ganho de desempenho esportivo. Por isso, recebeu punição reduzida de três meses de suspensão, iniciada em 8 de julho, data em que foi provisoriamente afastada. Segundo as regras, a sanção poderia cair para um mês caso a atleta participasse de programa de tratamento aprovado pela USADA, mas ela optou por cumprir os três meses. Além da suspensão, todos os resultados obtidos na data da coleta foram anulados.

O caso marca a segunda violação antidoping da carreira da faixa preta. Em 2019, Tayane foi suspensa por quatro anos após testar positivo para nandrolona, substância proibida para aumento de desempenho. Apesar da reincidência, a USADA explicou que não houve aumento da pena porque o uso do THC ocorreu fora de competição e sem relação com performance.

Em redes sociais, a atleta informou que usava a substância com acompanhamento médico para tratar ansiedade antes das competições. Ela afirmou ter utilizado óleo de CBD alguns dias antes do Mundial, com indicação médica. "Como atleta, entendo que também tenho responsabilidade sobre aquilo que consumo e, por isso, aceito a punição. Foi um erro cometido de forma inocente, sem qualquer intenção de trapacear", escreveu. Tayane disse ainda que cumprirá a suspensão e seguirá com a consciência tranquila.

O caso expõe um ponto de atenção para atletas: substâncias como o CBD, derivado da cannabis, podem conter traços de THC e gerar doping. A regra antidoping não distingue intenção quando o metabólito aparece no exame. Para quem compete sob código WADA, a orientação é verificar qualquer produto com a lista proibida antes do uso, mesmo com prescrição médica. A punição de Tayane, embora reduzida, serve de alerta sobre os riscos de substâncias aparentemente inofensivas no esporte de alto rendimento.

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