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Bastidores: Santos tenta evitar crise com o elenco por causa dos atrasos nos pagamentos

ResumoO Santos FC enfrenta crise interna com o elenco devido a atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem. Jogadores ameaçam medidas legais, enquanto a diretoria busca alternativas para regularizar a situação e evitar debandada. A instabilidade financeira do clube paulista gera preocupação nos bastidores.

O Santos FC enfrenta uma crise interna após atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem do elenco. Jogadores ameaçam medidas legais, enquanto a diretoria busca alternativas para regularizar a situação e evitar uma debandada. Entenda os bastidores.

Nayara Pilatti Rondon
por Nayara Pilatti Rondon · 15 de julho de 2026
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O Santos FC enfrenta uma crise interna nos bastidores após atrasos recorrentes nos pagamentos de salários e direitos de imagem ao elenco principal. Jogadores ameaçam acionar a Justiça Desportiva, enquanto a diretoria busca alternativas para regularizar a situação e evitar uma debandada antes do fechamento da janela de transferências.

O Santos FC vive uma crise nos bastidores por atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem ao elenco. Jogadores, insatisfeitos, já sinalizaram que podem recorrer à Justiça Desportiva. A diretoria corre para negociar receitas futuras e evitar uma debandada antes do fechamento da janela.

O estopim: salários de maio e junho em aberto

Segundo apuração da reportagem, os salários referentes a maio e junho de 2026 ainda não foram depositados para a maioria dos atletas do elenco profissional. Os direitos de imagem, que costumam ser pagos em separado, também acumulam dois meses de atraso. A situação é crítica porque, pelo regulamento da FIFA, atrasos superiores a dois meses autorizam o jogador a rescindir o contrato por justa causa.

Um atleta que já passou por situação semelhante em outro clube lembra: "quando o dinheiro não cai, o vestiário fica insustentável. O foco vai embora". O Santos, porém, tenta conter a crise com promessas de pagamento até o fim do mês.

Reação do elenco: protesto nos treinos e ameaça de greve

Nos últimos dias, os jogadores diminuíram a intensidade nos treinamentos e recusaram participar de atividades extracampo, como ações de marketing e visitas a patrocinadores. A insatisfação é generalizada. Lideranças do elenco já se reuniram com o departamento de futebol para cobrar um cronograma de pagamentos.

A ameaça de greve é real: se os atrasos persistirem, o time pode se recusar a entrar em campo na próxima partida pelo Campeonato Brasileiro. O Santos, que ocupa a 12ª posição na tabela, não pode se dar ao luxo de perder pontos por WO.

Medidas da diretoria: negociação de receitas e venda de jogadores

A diretoria do Santos corre para evitar o pior. A principal saída encontrada foi antecipar receitas de patrocínios e negociar a venda de um atleta jovem da base para o futebol europeu. A negociação, segundo fontes, renderia cerca de R$ 15 milhões líquidos ao clube, valor suficiente para quitar os débitos com o elenco e ainda sobrar para as contas do mês.

O clube também tenta renegociar dívidas com fornecedores e adiar pagamentos de impostos, mas o fluxo de caixa segue apertado. A situação é agravada pela queda de arrecadação com bilheteria, já que o time não vive boa fase dentro de campo.

O papel da Justiça Desportiva

Se os atrasos ultrapassarem três meses, os jogadores podem acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para pedir a rescisão indireta dos contratos. O clube também pode ser punido com perda de pontos e multa, caso fique comprovado que os salários não foram pagos por má gestão.

Até o momento, nenhum atleta entrou com pedido formal, mas a insatisfação é pública. Em nota oficial, o Santos afirmou que "está envidando todos os esforços para regularizar a situação financeira" e pediu "paciência e união" ao elenco.

Impacto na temporada e no mercado

A crise pode ter consequências diretas no desempenho esportivo. Com o elenco desmotivado, o risco de derrotas aumenta. Além disso, a imagem do clube no mercado de transferências fica arranhada: jogadores que cogitavam reforçar o Santos podem repensar a decisão.

Para o torcedor, a sensação é de déjà vu. O Santos já passou por crises semelhantes em 2023 e 2024, sempre com promessas de reestruturação que nunca se concretizaram. Agora, o clube vive seu maior teste de credibilidade dos últimos anos.

Perguntas Frequentes

Quanto o Santos deve aos jogadores?

A dívida salarial estimada é de dois meses de salários e direitos de imagem, o que representa cerca de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões para o elenco principal.

Os jogadores podem rescindir contrato?

Sim. Pela regulamentação da FIFA, atrasos superiores a dois meses autorizam a rescisão por justa causa, sem multa para o atleta.

O Santos pode perder pontos?

Sim. Se o STJD entender que o clube descumpriu obrigações trabalhistas de forma reiterada, pode aplicar punições como perda de pontos e multa.

Quando os salários serão pagos?

A diretoria prometeu pagar os salários atrasados até o fim do mês, mas ainda não há confirmação oficial de depósito.

Quem são os líderes do elenco na negociação?

Os principais nomes são o capitão e o vice-capitão do time, que representam o grupo nas conversas com a diretoria.

O que acontece se o Santos não pagar?

Além da rescisão de contratos, o clube pode sofrer protestos públicos dos jogadores, perda de patrocínios e até ações na Justiça Trabalhista.

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